A Câmara aprovou ontem a equiparação nos salários dos guardas municipais de Uberaba, conforme acordado com o Executivo em 19 de março, quando a Casa avalizou o fim da súmula vinculante para o pagamento de parte dos vencimentos dos servidores públicos municipais. À época discutiu-se no plenário a inclusão de uma emenda ao projeto, de autoria do vereador Luiz Dutra (PDT), com apoio de oito colegas, porque 75 guardas recebiam R$678 e os demais 50 – contratados posteriormente, através de outro concurso –, R$878 (valores antes do reajuste). Considerada inconstitucional, a emenda foi retirada, mas o secretário de Administração, Carlos Bracarense, se comprometeu em trazer ao plenário um projeto específico para a Guarda, o que aconteceu ontem, quando o PL 056/13 entrou em tramitação em caráter de urgência, sendo posteriormente incluído na pauta. Por ter cumprido com o acordado, o titular da Pasta será homenageado com uma Moção de Aplauso. “Estamos honrando um compromisso. Agradeço a complacência dos vereadores porque não conseguimos encaminhar o projeto com mais tempo [para análise]. Hoje é um marco. Uma conquista não só do governo, mas de todos”, assinalou Bracarense, que acompanhou parte da sessão. Ele revelou que o impacto financeiro da medida será de R$32.795,10. Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU), Luiz Carlos dos Santos disse que a medida vai dar tranquilidade à categoria. O dirigente sindical admitiu que a situação gerava desconforto entre os guardas, ao que o chefe de Policiamento da GM, Mário Nelson Emerenciano, disse à jornalista, após a votação, que “era chato” ensinar um colega [se referindo aos novatos] que ganhava o dobro. Ele lembra que a falta de isonomia entre os salários da categoria foi muito discutida com a administração passada e que foi colocado ao então prefeito, Anderson Adauto (sem partido), que as regras do concurso que sacramentou a diferença nos salários “seriam uma maldade”. Mário Nelson classificou com “tremendo avanço” a aprovação da matéria, enquanto o vereador Tony Carlos (PMDB) defendeu a melhoria salarial da categoria, cujo vencimento “não é suficiente para um homem tratar da sua família”. O líder governista ainda revelou em plenário que o município fará um apanhado geral de todos os servidores que não têm residência própria para que sejam agraciados com o programa Minha Casa Minha Vida, através da Cohagra.