POLÍTICA

CMU cria o Dia do Reconhecimento às Vítimas do Genocídio do Povo Armênio

De autoria do vereador Borjão, ele lembrou que hoje em Uberaba existem de 80 a 100 pessoas ligadas ao povo armênio

Marconi Lima
Publicado em 20/10/2015 às 23:25Atualizado em 16/12/2022 às 21:44
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A Câmara Municipal de Uberaba (CMU) aprovou o Projeto de Lei 22415, que institui na legislação que trata do calendário popular da cidade a criação do Dia do Reconhecimento e Lembrança às Vítimas do Genocídio do Povo Armênio, para ser comemorado em 24 de abril.

De autoria do vereador Borjão (DEM), ele lembrou que hoje em Uberaba existem de 80 a 100 pessoas ligadas ao povo armênio e destacou entre eles a família Barsan. De acordo com o vereador Samir Cecílio (PSDB), trata-se de uma das famílias que mais colaboraram com o desenvolvimento do município.

Segundo Borjão, o genocídio ou massacre dos armênios, como é chamada a matança e deportação forçada de milhares de pessoas de origem armênia, se deu com a intenção de exterminar sua presença cultural, sua vida econômica e seu ambiente familiar durante o governo dos chamados Jovens Turcos, em 1915, que se irritaram com o fato de as grandes potências da época estarem dando atenção à questão armênia e pressionarem por reformas.

O parlamentar lembrou ainda em sua justificativa do projeto que, em novembro de 1914, o Império Otomano entrou na I Guerra Mundial, ao lado das potências centrais. Adota-se a data de 24 de abril de 1915 como o início do massacre, por ter sido o dia em que dezenas de lideranças armênias (sacerdotes, médicos, editores, jornalistas, advogados, professores, políticos) foram presas e massacradas em Istambul. Para Borjão, lamentavelmente, nações como Estados Unidos e Israel ainda não reconhecem um dos maiores genocídios do século 20, ao lado do Holocausto, do Camboja e de Ruanda.

Em 24 de abril de 2015 foi comemorado o centenário do genocídio armênio em todo o mundo. Na oportunidade o papa Francisco reconheceu oficialmente o genocídio e em sua mensagem disse: “Ocultar ou negar o mal é como permitir que uma ferida siga sangrando sem enfaixá-la”.

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