POLÍTICA

CMU encerra sessão e decreta luto pela morte de Eduardo Campos

A morte trágica e prematura do candidato à Presidência da República, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, vítima de acidente aéreo na manhã de ontem, abalou o país

Renata Gomide
Publicado em 14/08/2014 às 08:31Atualizado em 19/12/2022 às 06:26
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A morte trágica e prematura do candidato à Presidência da República, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), vítima de acidente aéreo no início da manhã de ontem, abalou o meio político e Brasil de um modo geral. A Câmara de Uberaba decretou luto oficial de três dias e à tarde as bandeiras já estavam a meio mastro, além de ter encerrado a sessão plenária após homenagens ao pessebista, que veio à cidade em maio ainda na condição de pré-candidato, quando cumpriu agenda na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) em plena exposição.

Ontem a entidade lamentou a morte de Campos. Em nota oficial assinada pelo presidente Luiz Cláudio Paranhos, a ABCZ destaca que “o país perde uma das mais promissoras lideranças políticas surgidas nos últimos tempos, cuja sensibilidade aos grandes temas nacionais incluía a compreensão da importância do setor produtivo”.

Para o prefeito Paulo Piau (PMDB), que conviveu com o pessebista na Câmara Federal, sua morte causa um grande desequilíbrio no processo eleitoral, “que a partir desse momento não sabemos que direção tomará”. “Ele era uma liderança nova, neto de Miguel Arraes que foi uma figura de proeminência nacional. Sem dúvida nenhuma, a morte de Eduardo Campos foi uma grande perda para o nosso país”, acrescentou o prefeito, que integrou a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara quando o pessebista era ministro de Ciência e Tecnologia.

Deputado estadual e principal liderança do PSB em Uberaba, Antônio Lerin avalia que ainda é cedo para tratar da questão da candidatura, mas pondera que o caminho natural é que a candidata a vice, a ex-senadora Marina Silva, assuma a condição de presidenciável. Ele, porém, avalia que até o início da próxima semana o cenário estará mais claro (leia mais nessa página).

“Posso dizer que perdi um amigo. Ele esteve aqui ajudando minha candidatura a prefeito [2012], veio aqui esse ano. Com pesar lamento sua morte”, coloca Lerin, observando que em momento algum o partido pensou em plano B, já que nos últimos anos vem trabalhando a candidatura de Eduardo Campos.

Vereador pelo PSB, Ismar Marão é autor do requerimento de pêsames à família, o qual foi assinado por todos os colegas de Câmara. “A gente via nele uma luz para o Brasil”, ressalta. Candidato a governador pela coligação Minas Quer Mudança, o pessebista Tarcísio Delgado disse ontem estar perplexo com o falecimento de Eduardo Campos, para ele, “uma perda irreparável”.

“Perdemos um grande líder, um político digno, com uma carreira brilhante, que tinha tudo para sair-se bem em 2014, mas quis o destino que encerrasse sua missão na Terra nesse 13 de agosto, mesmo dia que perdeu o avô, há nove anos”, destacou Lerin, citando que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais também encerrou os trabalhos ontem em homenagem a Campos.

Presidente da Casa, o deputado Dinis Pinheiro (PP) disse por meio de nota, que ele foi “um idealista, abnegado. Um homem impregnado pelos bons valores e bons princípios. Sonhava com um Brasil melhor, mais justo e mais solidário. Um gestor público extraordinário, altamente qualificado, moderno”.

Também através de nota oficial, o PSB nacional destacou a coerência de Campos com os princípios que sempre nortearam sua vida, “e o primeiro deles era a busca por justiça social, razão de existência do partido”.

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