POLÍTICA

CMU verifica denúncia de material abandonado na transposição do rio Claro

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara de Uberaba esteve na obra de transposição do rio Claro

Marconi Lima
Publicado em 03/07/2016 às 15:04Atualizado em 16/12/2022 às 02:52
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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Municipal de Uberaba (CMU) esteve na obra de transposição do rio Claro, localizada no bairro rural de Santa Fé, para verificar denúncia publicada nas redes sociais. Internautas reclamaram do que chamaram de abandono de materiais que seriam utilizados nessa construção.

O presidente do colegiado, vereador João Gilberto Ripposati (PSD), esteve acompanhado do engenheiro do Codau, Olavo Resende Júnior. De acordo com o parlamentar, a obra iniciada em julho de 2014 sofreu alterações e confirmou a informação de que não mais será feito o bombeamento de água do rio Claro diretamente para a Estação de Tratamento de Água (ETA).

Segundo o vereador, a revisão do projeto e a exposição de material destinado às obras ao ar livre geraram alguns questionamentos por parte da população. “Entre as dúvidas repassadas a mim estã se a obra está paralisada; se ela foi mesmo alterada, e se os tubos de ferro fundido serão recolhidos antes que sejam roubados”, disse Ripposati.

Olavo explicou que houve, sim, uma revisão no projeto para o melhor aproveitamento dos recursos públicos. “A canalização termina no córrego da Saudade (afluente do rio Uberaba), cuja água cairá no rio por queda natural. Em 2014, no rio Claro, abaixo da captação, não havia água, devido à existência de vários pivôs. Assim, achamos por bem realocar, junto à Caixa Econômica Federal e Ministério das Cidades, parte da verba adquirida para realizarmos a construção da barragem da Prainha, que também é de suma importância para a cidade”, explicou Olavo, que destacou ser esse o principal motivo da mudança na obra. “Ela [a obra] já está praticamente pronta, e a previsão é de que no dia 15 de julho o Codau instale a bomba que fará o ‘abastecimento’ do córrego da Saudade. Contados 30 dias após essa data, entregaremos essa parte dos trabalhos”, frisou.

Com relação aos tubos "abandonados", o engenheiro justificou dizendo que o Codau precisará de oito tubos ainda na captação do rio Claro. “Os outros estão refugados e serão trocados pelo fabricante”, encerrou.

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