Câmara Municipal de Uberaba (CMU) vota hoje (4) o veto parcial da prefeita Elisa Araújo (PSD) ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. O Legislativo faz nesta sexta-feira a quarta reunião ordinária de setembro.
O veto atinge trechos incluídos por meio de emendas parlamentares, do vereador Marcos Jammal (PSDB), que tratam da transparência na divulgação de alterações no orçamento municipal e da previsão de recursos relacionados ao plano de equacionamento do déficit atuarial do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (Ipserv).
Na justificativa apresentada aos vereadores, a Prefeitura aponta inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público nos dispositivos vetados. Um deles estabelecia a obrigação de o Executivo publicar, até o décimo dia útil de cada mês, relatório detalhado com todas as alterações orçamentárias realizadas no período.
A Administração Municipal argumenta que a exigência poderia aumentar a carga administrativa dos setores responsáveis pela execução e pelo acompanhamento do orçamento. Conforme a justificativa, a produção dos relatórios demandaria novas etapas de processamento contábil e poderia levar à divulgação de informações ainda não consolidadas.
O Executivo também sustenta que a emenda interfere em atribuições próprias da Prefeitura ao estabelecer procedimentos administrativos e prazos para a execução dessas atividades.
Outro dispositivo vetado trata do déficit atuarial do Ipserv. A emenda determinava que a LDO contemplasse dotações orçamentárias compatíveis com o plano de equacionamento do déficit do instituto.
A Prefeitura afirma que Uberaba ainda está em processo de adesão ao Programa de Regularidade Previdenciária dos Regimes Próprios de Previdência Social (Pró-Regularidade RPPS) e que o plano definitivo de equacionamento ainda não foi concluído. Por esse motivo, segundo o Executivo, não seria possível estabelecer antecipadamente no orçamento os valores relacionados ao plano.
Na mensagem enviada à Câmara, a Administração Municipal informa que as avaliações atuariais realizadas em 2025 e 2026 apontaram uma redução de R$66,2 milhões no déficit do regime próprio de Previdência. O resultado, conforme o Executivo, está relacionado às medidas adotadas pelo Ipserv.
A Prefeitura também ressalta que o veto não significa interrupção das ações destinadas ao equilíbrio financeiro e atuarial do instituto nem representa redução dos mecanismos de transparência na gestão previdenciária.