Direção da Codau nega que aquisição do gerador de energia para a ETE Francisco Velludo tenha sido influenciada diretamente pelo inquérito civil instaurado em maio pelo Ministério Público para apuração de possíveis danos ambientais.
Em nota, a autarquia manifestou que a aquisição do equipamento tinha entrado nas metas no ano de 2016 e era uma demanda identificada há anos pelo atual diretor de Saneamento da Codau, Paulo José Stival Coelho. “A direção anterior da Companhia já tinha ciência desta necessidade de compra e não tomou nenhuma providência”, continua o texto.
Ainda conforme a nota, com o início da nova gestão, o atual presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho, diagnosticou a situação operacional da companhia para a tomada de decisões e uma das medidas acertadas foi a licitação de compra do gerador de energia. “Portanto, a aquisição não tem relação direta com o inquérito do Ministério Público ou mesmo com a denúncia do vereador [Paulo César Soares]”, encerra o texto.
A Codau anunciou na semana passada a instalação do gerador para a ETE Francisco Velludo. O aparelho passou por testes operacionais para avaliação de desempenho na sexta-feira (18). Em paralelo, Ministério Público segue com procedimento aberto para apurar possível dano ambiental devido à ausência de um gerador de energia, que levaria ao despejo de esgoto sem tratamento no rio quando havia problemas na rede de energia elétrica.