Agora já são 14 imóveis que teriam sido passados a mutuários que não atendiam aos critérios do programa e que não residiam no local
Cohagra (Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande) identificou mais três imóveis do programa Minha Casa Minha Vida em situação irregular. Duas casas foram vendidas de forma clandestina no Parque dos Girassóis e uma terceira estava alugada.
De acordo com o presidente da Cohagra, Marcos Jammal, vistorias foram realizadas no bairro Parque dos Girassóis e em três imóveis foi constatado que a pessoa beneficiada pelo programa não residia no local. Duas casas foram vendidas por R$3 mil cada. Outra estava alugada para terceiro.
Com isso, sobe para 14 o número de irregularidades verificadas em Uberaba. Três irregularidades foram constatadas no Jardim Copacabana após auditoria da Controladoria Geral do Município, aberta em agosto do ano passado. Os mutuários beneficiados pelo programa venderam os imóveis clandestinamente. Além disso, em setembro, foram identificados outros quatro imóveis no Gameleiras que foram vendidos irregularmente e registradas quatro ocorrências de pessoas retiradas dos imóveis por traficantes na cidade.
Jammal reforça que a venda, cessão ou aluguel de imóveis pertencentes à faixa um do programa habitacional são proibidos, pois as unidades são destinadas a famílias de baixa renda que não possuem casa própria e desejam sair do aluguel.
Os casos irregulares detectados até agora foram comunicados à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por ajuizar ação contra os mutuários para retomada das casas. Não há previsão de prazo para conclusão do processo e recuperação dos imóveis.
A fiscalização foi intensificada em outubro e o presidente da Cohagra afirma que mantida a partir de agora para coibir a especulação imobiliária com unidades destinadas a famílias de baixa renda. “Está sendo tirada a oportunidade de moradia de uma pessoa que, muitas vezes, está vivendo de maneira precária. Por isso, vamos monitorar para reaver esses bens e destiná-los a quem de fato necessita”, conclui, lembrando também a importância de a comunidade ajudar no processo enviando denúncias de eventuais irregularidades ao órgão.