Balanço da Secretaria de Saúde apresentado ontem em audiência pública aponta que despesas foram maiores que a entrada de recursos no setor
Balanço da Secretaria de Saúde apresentado ontem em audiência pública aponta que despesas foram maiores que a entrada de recursos para o setor este ano. Apesar das dificuldades financeiras, o município ultrapassou o índice mínimo de aplicação em Saúde. De janeiro a agosto, a Prefeitura investiu 25,64% das receitas no setor. O mínimo exigido é de 15%.
A prestação de contas quase foi interrompida devido a supostas divergências no relatório, levantadas pelo vereador Marcelo Machado Borges (DEM), presidente da Comissão de Saúde da Câmara. No entanto, após intenso bate-boca com equipe técnica da secretaria, o parlamentar concordou em agendar uma reunião reservada para esclarecer os pontos contestados e continuar com a audiência pública.
Conforme os números divulgados na audiência, as despesas com Saúde somaram R$72.856.268,80 de maio a agosto. Já as receitas no período ficaram em R$72.600.550,86. A situação se repete na análise do acumulado do an enquanto o total de despesas foi de R$146.142.579,49, os recursos disponíveis em caixa foram de R$145.942.441,89. O relatório também mostra que os cofres municipais arcaram com a maior parte do montante, sendo responsável por quase 58% das receitas destinadas à Saúde.
Questionado, o secretário-adjunto de Saúde, Evaldo Espíndula, admitiu que a pasta enfrenta dificuldades financeiras este ano, mas assegurou que os pagamentos vêm sendo renegociados com fornecedores para evitar qualquer transtorno na prestação de serviços. “Faltam recursos para ser compensados, mas temos buscado esse entendimento com os fornecedores e eles têm nos atendido quase para garantir atendimento à população”, pondera.
Das despesas da Saúde, a maior fatia do bolo é referente ao custeio dos serviços: 53,25%. Os gastos com pessoal aparecem em segundo lugar com 43,64% do total. O investimento em novas unidades e melhorias representou apenas 4,60%.
Também estavam presentes na audiência pública os vereadores Kaká Se Liga (PSL) e João Gilberto Ripposati (PSDB), além de assessores de outros parlamentares.
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