Ex-prefeito Anderson Adauto, que também participou da audiência pública realizada esta semana na Assembleia Legislativa de Minas Gerais
O ex-prefeito Anderson Adauto (PRB), que também participou da audiência pública realizada esta semana na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, avalia que outros caminhos devem ser buscados para assegurar a construção do gasoduto que abastecerá a fábrica de amônia em Uberaba.
Para Anderson, a mudança proposta pelo Estado na Constituição minera tem “alto componente filosófico e ideológico” e retomaria o longo debate sobre privatização da Cemig, o que não é interessante para as tratativas em relação ao gasoduto. “Não nos cabe discutir a questão filosófica. A Assembleia pode se dedicar a isso. Eu quero o gás [para a fábrica de amônia]”, avalia.
Além disso, AA pondera que o governo estadual assumiu o compromisso de trazer o gás a Uberaba em 2009. Por isso, o gasoduto não pode ser usado como justificativa para apressar a votação da PEC 68/2014 na Assembleia. “Na verdade, o projeto de lei não é para construir gasoduto. É uma proposta que muda artigo da constituição e permite a Gasmig ter um parceiro privado”, acrescenta.
Declarando não ter conhecimento do texto integral da PEC, Anderson cita que existem alternativas a serem estudadas para viabilizar os recursos para a implantação do gasoduto mineiro. “Eu conheço a realidade financeira do Estado de Minas e sei que não é boa, mas a da Cemig é muito boa, como provam os balanços financeiros. A Cemig poderia aumentar a participação dela [no empreendimento]”, pondera.
Na audiência pública realizada esta semana, também foram apresentadas sugestões como a captação de empréstimo junto ao BNDES ou em recursos da Codemig para bancar o investimento no duto Betim-Uberaba.