Integrantes da Comissão da Verdade de Minas Gerais desembarcam hoje em Uberaba para apresentar os trabalhos desenvolvidos pelo grupo e discutir novas propostas para atuação em parceria com autoridades locais. A reunião será realizada na sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) local, a partir de 14h. O evento traz à cidade o coordenador da comissão mineira, Antônio Romanelli, e outros integrantes da equipe, como o ex-presidente do Comitê Brasileiro de Anistia Betinho Duarte e a assessora jurídica Flávia Pires dos Santos. A Comissão da Verdade de Minas foi criada em 2013 para examinar e esclarecer as violações aos direitos humanos praticadas durante o regime militar. As informações coletadas no Estado vão subsidiar os trabalhos da comissão nacional. O grupo mineiro tem prazo de dois anos para concluir as apurações. No Triângulo, uma das vítimas da repressão da ditadura foi o estudante Gildo Macedo Lacerda. Eleito vice-presidente da UNE em 1969, Gildo está entre os militantes que desapareceram durante o regime militar. A morte foi divulgada apenas em 1º de novembro de 1973, sob o pretexto de uma troca de tiros entre militantes em Recife. Desde então a família tenta reaver o corpo e esclarecer as verdadeiras causas da morte. Gildo foi enterrado como indigente e os restos mortais jamais chegaram aos familiares.