A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Uberaba (CMU) convocou o vereador Marcelo Machado Borges, o Borjão
A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Uberaba (CMU) convocou o vereador Marcelo Machado Borges, o Borjão (DEM). O pedido foi feito pelo vereador João Gilberto Ripposati (PSDB). O tucano questiona fala do democrata durante leitura de requerimento na sessão de terça-feira (10).
Na segunda reunião ordinária do mês de março, Borjão questionava projeto aprovado no ano passado, que autoriza a construção de um cemitério particular em Uberaba. Durante a fala, ele teria comentado a respeito do comportamento de outros parlamentares para a votação dessa proposição. É justamente essa fala que Ripposati quer conferir junto à Comissão de Ética da Casa.
“Há um mês, tivemos uma reunião com os 14 vereadores. Nesse dia, uma pessoa me falou que oito vereadores tiveram participação nesse projeto. Falei sobre isso na reunião e pedi providências”, ressaltou Borjão. Questionado se essa participação teria sido alguma vantagem financeira, ele voltou atrás e negou. “Não existe esse negócio de propina, isso foi boataria que correu”, disse o parlamentar, que se mostrou surpreso com a convocação. “Há coisas mais sérias para serem feitas aqui na Câmara”, frisou.
A gravação da sessão, no momento da fala de Borjão, já foi solicitada pelo presidente da Comissão de Ética, vereador Samuel Pereira. “Vamos nos reunir na sexta-feira (13) e vamos ouvir essa fita. Tudo será feito com muita calma, pois não queremos prejudicar ninguém. Queremos que tudo seja esclarecido e vamos levar essa questão até onde for necessário”, garantiu Samuel.
Autor do pedido de convocação de Borjão, o vereador Ripposati disse que o objetivo é apurar as informações que o democrata diz ter recebido de terceiros. “São informações que nós não temos, que ele ouviu aqui ou acolá, que podem subsidiar a comissão para mostrar integridade no processo. A forma como o vereador [Borjão] se expressou em plenário deu a entender que a Câmara não cumpriu com seu dever de forma correta em relação a interesses particulares”, frisou Ripposati.