Comissão Especial do Impeachment aprovou a instauração do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff
Comissão Especial do Impeachment aprovou a instauração do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT). O afastamento da petista agora será discutido em plenário na próxima quarta-feira (11). Se aprovado pela a maioria simples dos senadores presentes, Dilma será afastada por até 180 dias para avaliação das denúncias. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o governo do país.
O parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) foi votado ontem numa sessão que durou quase três horas. Para ser aprovado, o texto precisava de pelo menos 11 votos. O documento foi acatado por 15 parlamentares, apenas cinco representantes da base governista foram contrários.
Antes da votação, todos os líderes de partidos e blocos tiveram direito a cinco minutos de exposição para apresentar suas opiniões. A maioria dos senadores concordou com a tese de que Dilma não poderia ter editado decretos presidenciais para abertura de crédito suplementar sem anuência do Congresso Nacional. Além disso, argumentaram que Dilma também cometeu crime de responsabilidade ao contratar ilegalmente operações de crédito com instituição financeira controlada pela União, no caso o Banco do Brasil, em relação aos pagamentos ao Plano Safra.
Os aliados do governo alegaram de que Dilma Rousseff não cometeu crime algum e está sendo vítima de um golpe.