Regularização dos ranchos instalados na região de Serraria foi um dos assuntos levantados em audiência para apresentar o projeto
Regularização dos ranchos instalados na região de Serraria foi um dos assuntos levantados em audiência pública para apresentar o projeto de ocupação da margem do rio Grande. Mais de 150 pessoas participaram do evento ontem.
Uma das preocupações era a demolição das propriedades ribeirinhas já instaladas em Serraria para a implantação do complexo turístico proposto pela Prefeitura. No entanto, a gerente de projetos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Anne Roy Nóbrega, explicou que o espaço foi organizado para contemplar tanto a comunidade existente quanto a criação de novos loteamentos pela iniciativa privada, assegurando também a preservação da área verde na região.
Quanto à regularização dos ranchos em Serraria, Anne ressalta que a situação vem sendo discutida com o Ministério Público para pontuar os critérios que serão necessários para adequar as propriedades. Ele adianta que, dependendo do local, será exigido recuo de 30 a 100 metros da margem do rio para proteger a mata ciliar. Ela lembra que o critério será os ranchos existentes e também para os novos empreendimentos turísticos que forem instalados posteriormente. “Todos vão precisar abrir mão de alguns privilégios para utilizar o espaço”, salienta.
Na audiência, os moradores de Serraria já se manifestaram a favor de realizar acordos judiciais com o Ministério Público, viabilizando a adequação das áreas às normas ambientais e a permanência no local.
A gestora de projetos também salienta que a proposta de ocupação da margem do rio Grande assegura 10 quilômetros livres para expansão do Distrito Industrial 3. “Não vamos fazer nada nessa área. O resto da margem, aproximadamente 20 quilômetros, será para sítios de lazer para fim de semana, as comunidades e os demais empreendimentos do complexo turístico”, pondera.