POLÍTICA

Compra de doses por municípios está proibida, diz coordenadora da vacinação contra Covid em Uberaba

Gisele Barcelos
Publicado em 30/04/2021 às 06:43Atualizado em 18/12/2022 às 13:28
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A compra de vacinas contra a Covid-19 para agilizar a imunização em Uberaba foi um dos temas abordados ontem em reunião da Câmara Municipal, com presença dos integrantes do Comitê Técnico de Enfrentamento ao Coronavírus.

À frente da vacinação contra a Covid-19 em Uberaba, Ana Vera Abdanur manifestou que houve a adesão de Uberaba ao consórcio para a compra de imunizantes. No entanto, ela argumentou que a aquisição só pode ser feita depois que a demanda do Ministério da Saúde for atendida. “O consórcio só poderá ser efetivado quando o governo federal tiver estoque suficiente para atender a todos. A partir daí, vai atender municípios separados e clínicas particulares. Neste momento, a aquisição está proibida”, posicionou.

Outro questionamento dos parlamentares foi sobre a demora para o avanço da vacinação contra a Covid-19 em Uberaba e a divergência entre as cidades quanto às faixas etárias que estão sendo imunizadas. Enquanto Uberaba começou agora a aplicar a primeira dose para pessoas de 64 anos, Belo Horizonte já havia anunciado na semana passada o início do atendimento dos idosos de 61 anos.

Segundo a coordenadora, o quantitativo de imunizantes repassado ao município é calculado com base em dados no censo do IBGE e podem haver distorções desde o último levantamento em 2010. Além disso, ela defendeu que Uberaba também tem um número maior de idosos em determinadas faixas etárias, comparado ao de outros municípios mineiros.

Durante a sessão, os vereadores questionaram ainda sobre a possibilidade de o município utilizar os imunizantes em pessoas mais novas, e não em idosos, como prevê o Plano Nacional de Vacinação. A medida foi levantada devido ao aumento da transmissão na faixa etária inferior aos 50 anos.

Em resposta, a coordenadora do Observatório Covid-19, Michele Maldonado, declarou-se contra a mudança na ordem da vacinação. Ela citou que, apesar da transmissão maior entre pessoas mais jovens, a taxa de letalidade é superior em pessoas mais velhas. Por isso, o grupo deve continuar como prioridade da vacinação.

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