POLÍTICA

Compra de lanche na CMU com dinheiro público volta ao debate

No total são 47 itens que compõem a lista de produtos a serem ofertados no lanche da CMU

Marconi Lima
Publicado em 01/03/2017 às 07:33Atualizado em 16/12/2022 às 14:55
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Em 2016, a contratação de empresa para o fornecimento de lanche à Câmara Municipal de Uberaba (CMU) gerou polêmica, com diversas manifestações nas redes sociais. Pelo visto, com a homologação de uma nova licitação, o assunto promete mais uma vez movimentar as rodas de conversas e as postagens nas redes sociais.

No Porta-Voz (órgão oficial de divulgação do município) foi publicado o processo administrativo, modalidade pregão presencial com sistema de registro de preços. Nele, a CMU homologa a contratação de empresa especializada para fornecimento de lanches a fim de atender às necessidades do Legislativo.

De acordo com o documento, o lanche, com quitandas, deve ser entregue de segunda a sexta-feira, pontualmente às 7h30. Às 10h, os salgados nos dias de reuniões do plenário. E o pão diário para o lanche dos servidores às 14h30. A vigência do contrato é de 12 meses, contados da data de assinatura da ata de registro de preços. O lanche servido nos dias de sessão atende aos vereadores, assessores e também está disponível para os jornalistas que fazem a cobertura das reuniões plenárias do Legislativo.

Entre as guloseimas disponíveis para os que forem se servir do lanche estão pão francês 50g (R$10 o quilo), bolo de cenoura cortado em pedaços pequenos (R$23,90 o quilo), croissant de presunto padrão para festa (R$36 o cento), pão de queijo padrão pequeno (R$35 o cento), coxinhas com catupiry (R$58 o cento), pastel de carne (R$58 o cento), trouxinha de presunto e mussarela [sic] (R$58 o cento) - isso mesmo, foi escrito com dois “s”, quando na verdade o correto é com “ç” - e cachorro quente (R$4,50 a unidade).

No total são 47 itens que compõem a lista de produtos a serem ofertados no lanche da CMU. O presidente da Casa, vereador Luiz Dutra (PMDB), já disse em outras vezes que esse assunto foi superdimensionado, pois o Legislativo gastou no ano passado menos de R$ 50/dia para servir lanche ao corpo administrativo, assessores parlamentares e vereadores.

O diretor-geral Rodrigo Souto disse por ocasião da licitação no ano passado que para alcançar os menores preços é necessário ampliar o número de itens e que nem tudo é consumido. Ainda segundo ele, a CMU só paga pelo que é consumido.

A discussão fica no ar. Quem não se conforma com a fartura solicitada pela CMU para saciar a fome de parlamentares e servidores avalia que trata-se de um banquete e não um lanche. Lembra filme dinamarquês lançado em 1987, chamado “A festa de Babette”.

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