Foto/Arquivo JM
Empresas de transporte coletivo apresentam pedido de reajuste da tarifa ao governo municipal. Concessionárias solicitaram o aumento da passagem de R$ 4,50 para R$ 6,17, o que corresponde a um percentual de 37% de aumento.
Em nota, as empresas de ônibus manifestaram que todos insumos que fazem parte da cadeia do setor de transporte sofreram reajuste no ano de 2020, incluindo despesas com pessoal e combustível.
Além disso, as concessionárias posicionaram que, devido à pandemia de coronavírus, houve queda de 80% nas receitas ao longo do ano em comparação com o exercício anterior. "Estamos com 67% da frota operando, o que tem causado enorme desequilíbrio contratual", continua o texto.
Ainda conforme o comunicado, a atual planilha de custos apresentou uma redução de 26% no custo total do sistema devido à operação restrita no período da pandemia. Porém, em contrapartida, ocorreu também uma queda de 41% no volume de passageiros, o que fez com que o custo por pessoa para prestação do serviço aumentasse 26%.
Já a administração municipal posicionou que a equipe técnica não começará de imediato a análise do pedido de reajuste protocolado pelas concessionárias. “Mediante o início de um novo governo em 2021, o ideal é que a análise já seja feita por equipe nomeada pela prefeita eleita Elisa Araújo [a partir de janeiro]”, informou.
A solicitação de reajuste da tarifa foi protocolado logo depois do presidente Jair Bolsonaro vetar a proposta de socorro financeiro ao setor de transporte público para cidades com mais de 200 mil habitantes. O projeto previa que o congelamento da passagem nos municípios beneficiados com os recursos federais.