Empresas de transporte coletivo entraram com ação na Justiça contra greve dos motoristas. A medida foi confirmada ontem pelo gerente-geral da Viação Piracicabana, Rodrigo Oliveira
Empresas de transporte coletivo entraram com ação na Justiça contra greve dos motoristas. A medida foi confirmada ontem pelo gerente-geral da Viação Piracicabana, Rodrigo Oliveira. Entretanto, até o fechamento desta edição as concessionárias ainda aguardavam o posicionamento do juiz de plantão. Com isso, o anúncio de paralisação na segunda-feira (2 de setembro) foi mantido pela categoria.
Rodrigo posiciona que a greve seria ilegal porque o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário descumpriu o prazo para comunicado prévio do movimento. A lei trabalhista estabelece que as empresas devem ser comunicadas com 72 horas de antecedência. “O sindicato patronal foi notificado na sexta-feira, às 10h da manhã. Logo, só poderia haver paralisação das atividades na segunda-feira, a partir de 10h. Mas a greve está planejada para começar às 4h da manhã”, salienta.
Apesar do questionamento, o líder sindical da categoria, Lutério Antônio Alves, afirma que o movimento será mantido a partir de 4h da manhã na segunda-feira (2 de setembro). Ele argumenta que o ofício de notificação foi apresentado pessoalmente aos representantes na quinta-feira passada, mas estes se recusaram a receber o documento.
Lutério ressalta que 30% do quadro de funcionários trabalhará normamente para assegurar a continuidade do serviço durante o período da greve. “A gente queria pedir compreensão à população. Sabemos que o trabalhador do transporte coletivo presta um serviço diferenciado, mas também somos pais de família e dependemos do salário para sobreviver. Não há outra alternativa. Vamos parar as atividades até que haja avanço nas negociações”, pondera.
A Prefeitura emitiu notificação às empresas de transporte coletivo e cobrou medidas em caráter de urgência para garantir 100% da frota em circulação durante os horários de pico, no período entre 5h30 e 8h e também das 17h30 às 20h. Nos demais horários, a recomendação é ter 50% dos carros em operação por linha. As concessionárias tentam sensibilizar os motoristas para cumprir os percentuais estabelecidos pela administração municipal.