Proposta de reajuste na tarifa de ônibus foi apresentada nesta semana aos membros do recém-nomeado Conselho Municipal de Transporte Público. O grupo tomou conhecimento da planilha de custos encaminhada pelas concessionárias para justificar o pedido de aumento na passagem de R$2,80 para R$3,12, mas ainda não foi definido o novo preço.
Presidente da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo (Acobe), o conselheiro José Tiago de Castro manifestou ser favorável a um reajuste na tarifa desde que os números sejam submetidos a uma aferição técnica. Ele também recomendou o estudo da concessão de subsídios para evitar maior impacto na tarifa.
Acompanhando a reunião, o secretário municipal de Planejamento, Cláudio Junqueira, disse que a Prefeitura não tem condições no momento de oferecer subsídio financeiro. No entanto, os conselheiros decidiram sugerir ao prefeito Paulo Piau (PMDB) a elaboração de um plano orçamentário projetando um investimento futuro do município para amenizar o reajuste da passagem nos anos seguintes.
Conforme a planilha de custos apresentada pelas empresas de ônibus, a despesa média por passageiro ficou registrada em R$3,1253 e o gasto médio por quilômetro rodado é R$3,8856. O relatório também aponta que 1,8 milhão de pessoas utilizam o transporte coletivo por mês, sendo 600 mil beneficiados com alguma gratuidade. Em termos percentuais, isso representa 30% dos passageiros com algum tipo de isenção, o que impacta diretamente o preço da passagem.
O presidente da Associação das Empresas de Transporte Coletivo (Transube), Rodrigo de Oliveira, lembrou que o município já concedeu a desoneração do Custo de Gerenciamento Operacional (CGO) e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), mas argumentou que a isenção não é suficiente para cobrir o aumento dos custos verificado Neste ano e congelar a tarifa em R$2,80. Ele cita, por exemplo, o incremento de 30% nos gastos com combustível e de 15% com mão de obra.
A Secretaria de Planejamento está revisando cada ponto da planilha apresentada, custos e notas fiscais para apresentação de um relatório ao prefeito. A expectativa é fechar a negociação e publicar o decreto com o novo preço até o dia 31 de dezembro.