As investigações sobre possíveis vacinações contra a covid-19 irregulares em Uberaba continuam a todo vapor. Por um lado, a Prefeitura recolhe evidências do cumprimento integral das orientações, e por outro a Câmara Municipal, por meio de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), procura as falhas do processo de imunização municipal.
De acordo com a controladora-geral do município, Poliana Helena de Souza, a gestão está munida de comprovações para afirmar que não houve servidor “fura-fila” em Uberaba. Na verdade, ela lembra de um servidor, que também é profissional físico, responsável por dúvidas, mas esclarece que não houve irregularidade.
“Alguns servidores comissionados que ventilam a possibilidade de terem sido vacinados irregularmente, foram verificados. Teve um assessor que foi apontado como irregular, mas não era, estava tudo certo porque ele era educador físico. A maioria dos problemas neste sentido é que a legislação exige que coloque-se se a pessoa é servidora ou não. Às vezes a pessoa é servidora pública, como professora, e em outro horário é técnica de enfermagem, e por isso tem o direito de ser vacinada. Surgiram questionamentos neste sentido, mas nada disso está passando despercebido”, afirma Poliana.
Ademais, a responsável pelos procedimentos informou que podem ser encontrados casos irrisórios, como erros de digitação no momento do registro. Contudo, nestes casos, o município age com prudência, convoca os chefes imediatos, localiza a pessoa contemplada e corrige os problemas.
Também há casos de pessoas com registro de duas doses em um único dia, mas a controladora-geral informa que não passa de um procedimento exigido pelo Estado em caso de perda de dose. O governo mineiro exige que seja computada a dose perdida, então a Prefeitura contabiliza no nome da pessoa a ser vacinada, e depois aplica outra normalmente.
Questionada sobre a CEI em andamento na Câmara, Poliana descarta apreensão, e declara que tem em mãos todo documento e comprovante necessário para afirmar que não houve “fura-fila” na Prefeitura. Se houver, segundo ela, o servidor será devidamente punido.
“Temos tudo. Até hoje tudo que foi verificado. Temos argumentos para tudo, e o que for eventualmente errado, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém, e a pessoa vai ser devidamente punida”, afirma Poliana.