POLÍTICA

Correios têm sobrecarga de trabalho em vários setores, afirma sindicato

Atraso na entrega das correspondências por parte dos Correios foi tema de debate na reunião ordinária de ontem na CMU

Marconi Lima
Publicado em 09/03/2016 às 00:07Atualizado em 16/12/2022 às 19:47
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O atraso nas entregas das correspondências por parte dos Correios foi tema de debate na reunião ordinária de ontem na Câmara Municipal de Uberaba (CMU). O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares de Uberaba e Região (Sintect/URA), Wolnei Cápolli Dias, fez uso da Tribuna Livre para esclarecer à população sobre as muitas reclamações recebidas pela ECT.

O gerente regional de vendas da ECT, João Francisco de Sousa, também participou da sessão. A princípio, deveria ser uma Tribuna Livre, apenas para a fala de Dias, mas acabou se tornando um debate, com a intervenção de praticamente todos os vereadores. Recentemente, Marcelo Borjão (sem partido) apresentou requerimento em que cobrava explicações da ECT.

Durante sua fala, Wolnei Cápolli, lembrou que os Correios enfrentam a sobrecarga de trabalho em todos os setores da empresa e não somente dos carteiros. De acordo com ele, os Correios em Uberaba contam com pouco mais de 70 carteiros para fazer o trabalho que seria de mais de 150 trabalhadores. Ainda segundo ele, "os trabalhadores dos Correios vêm sofrendo, há tempos, com o preconceito e a falta de informação de parte da população, que culpa a categoria pelos atrasos nas correspondências”, informa o dirigente.

Wolnei Cápolli ainda informou que somente entre os anos de 2012 e 2014 os Correios gastou R$744 milhões em patrocínios esportivos, enquanto o sistema de atendimento continua obsoleto. “Ainda informaram que têm em caixa dinheiro para pagar a folha de pagamento até setembro. É um absurdo para uma empresa que faturou R$10 bilhões”, disse.

Muitos vereadores reclamaram que, em especial nos novos residenciais, os moradores não têm recebido suas correspondências. Alguns precisam se deslocar à agência central da ECT para checar se algum material lhes foi enviado.

O vereador Kaká Se Liga (PR) disse que há pouco tempo houve uma articulação política para que Uberaba perdesse o centro de tratamento de cartas e encomenda, que gera 200 empregos, com uma média salarial de R$3 mil. “E sabe para onde iríamos perder? Para Uberlândia. Nós estivemos em Brasília reunidos com a direção dos Correios e conseguimos, a princípio, reverter”, revelou Kaká.

Borjão disse que é necessário que a Câmara convide o diretor de distribuição para explicar o motivo dos atrasos na entrega das correspondências.

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