Corte de horas extras, funções gratificadas e aulas excedentes deve resultar em economia de aproximadamente R$2,7 milhões por mês na folha de pagamento. A estimativa é do secretário municipal de Administração, Rodrigo Vieira, reforçando que as medidas de contingenciamento começam a impactar no salário que será depositado em junho para os servidores.
Este mês, a Prefeitura pagou algo em torno de R$27 milhões para quitar os salários dos servidores. O montante ainda inclui os valores referentes a horas extras, funções gratificadas e aulas excedentes do mês de março. A partir de agora, os adicionais estão suspensos pelo prazo inicial de 90 dias, conforme decreto de contingenciamento de despesas em vigor por causa da queda na arrecadação devido à pandemia de coronavírus. Rodrigo calcula que a medida deverá representar uma economia de 10% na folha mensal da Prefeitura, o que corresponderá a R$8 milhões no período de três meses.
Educadores reivindicaram que as aulas excedentes fossem mantidas e não entrassem entre as medidas de contingenciamento a serem adotadas pelo governo municipal, mas o apelo não foi atendido. O entendimento da administração é que as aulas excedentes seriam como horas extras e a Prefeitura não poderia pagar por um trabalho que não realmente realizado.
Conforme o secretário, o maior peso no montante de R$2,7 milhões poupado por mês é justamente por causa das aulas excedentes que não serão pagas a partir da próxima folha, já que o trabalho foi interrompido desde que as aulas presenciais foram suspensas na rede municipal de ensino.