Ex-deputado federal Narcio Rodrigues teve prisão preventiva decretada e agora a defesa tenta o relaxamento
Foto/Alex de Jesus/O Tempo
Ex-deputado federal Narcio Rodrigues teve prisão preventiva decretada e agora a defesa tenta o relaxamento
Defesa de Narcio Rodrigues (PSDB) entrou com habeas corpus para tentar reverter prisão preventiva, mas ainda aguarda decisão da Justiça. O tucano está preso em regime fechado desde o dia 30 de maio em função de investigação por suspeita de desvio de recursos públicos para financiamento ilegal de campanhas em 2014.
Inicialmente, a Justiça havia decretado apenas a prisão temporária por cinco dias do ex-secretário e de outras seis pessoas envolvidas no caso. Porém, na semana passada, a medida foi convertida em prisão preventiva por prazo indeterminado.
À espera da resposta do Judiciário em relação ao pedido de habeas corpus, o advogado de defesa Sânzio Nogueira considerou a medida cautelar desproporcional e desnecessária. “Infelizmente, passamos por período muito difícil em que a prisão preventiva está sendo banalizada”, acrescentou.
Nogueira ainda informou que os demais investigados também tentam reverter a prisão preventiva, porém, até o momento, alguns já tiveram liminares indeferidas e esperam o julgamento do mérito. Por não ser o representante jurídico dos outros envolvidos, o advogado disse não ter informações de quais já foram negados.
O advogado disse não ser possível dar mais detalhes sobre a defesa e o andamento das investigações porque o processo corre em sigilo de Justiça. Como a investigação ainda está em andamento, os promotores do Grupo Especial de Defesa do Patrimônio Público também não têm se manifestado sobre o caso.
Narcio foi preso na operação Aequalis, que investiga supostos desvios de mais de R$14 milhões nas obras da Cidade das Águas – HidroEX, complexo de pesquisas instalado em Frutal durante as gestões de Aécio Neves (PSDB) e Antonio Anastasia (PSDB) em Minas Gerais.
Também foram detidos na operação Neif Chala (ex-servidor da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas), Alexandre Pereira Horta (engenheiro do Departamento de Obras Públicas), Luciano Lourenço dos Reis (funcionário da CWP Engenharia), Maurílio Reis Bretas (sócio administrador da CWP Engenharia), o português Hugo Alexandre Timóteo Murcho (diretor no Brasil da empresa portuguesa Yser e da Biotev Biotecnologia Vegetal) e o advogado Odo Adão Filho (apontado como operador e lobista internacional do ex-deputado tucano). O presidente do grupo português Yser, Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia, continua foragido.