POLÍTICA

Definição do gasoduto deve ser anunciada em maio, diz Altamir

Cemig e a Gasmig estão finalizando estudos técnicos para decidir a melhor alternativa para trazer o gás até o Triângulo e abastecer a fábrica de amônia

Gisele Barcelos
Publicado em 28/04/2015 às 15:42Atualizado em 17/12/2022 às 00:23
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Definição sobre o traçado e financiamento do gasoduto deve ser anunciada em maio. A informação é do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso, explicando que a Cemig e a Gasmig estão finalizando os estudos técnicos para decidir a melhor alternativa para trazer o gás até o Triângulo Mineiro e abastecer a fábrica de amônia da Petrobras.

Rôso salienta que não é possível saber se o governador Fernando Pimentel (PT) já trará uma resposta sobre o duto para apresentar durante a visita a Uberaba no dia 3 de maio, quando participará da abertura oficial da ExpoZebu 2015. No entanto, ele ressalta que o governador assegurou a consolidação do projeto.

De acordo com o secretário estadual, o gasoduto Betim-Uberaba se apresenta como a melhor a opção até o momento porque seria uma estratégia para o crescimento e diversificação da indústria em Minas Gerais.

Com isso, Rôso declara que existe uma grande possibilidade que seja a alternativa do Estado para atender à fábrica da Petrobras, mas a decisão depende da conclusão do estudo técnico e também da captação de recursos para custear o empreendimento. “Uma engenharia financeira está sendo feita para viabilizar recursos, inclusive com a busca de investidores privados”, pondera.

Questionado se a eventual interrupção das obras da fábrica de amônia representaria o cancelamento do gasoduto, o secretário reconheceu que os dois projetos estão atrelados, porém argumentou que não acredita em desistência em relação à unidade da Petrobras em Uberaba. Ele lembra que hoje o Brasil importa 80% da amônia para fabricação de fertilizantes e a dependência do mercado exterior pode interferir na produção agrícola no futuro.

“A estatal passa por dificuldades e alguns investimentos foram revistos, mas acreditamos que a planta em Uberaba não corre risco porque se trata de uma decisão estratégica para a agricultura, um setor que segura o PIB nacional. Então, precisamos ter autossuficiência na produção de fertilizantes”, avalia.

Para o titular do Desenvolvimento Econômico em Minas Gerais, a divulgação do resultado da auditoria do balanço financeiro de 2014 foi essencial para normalizar a situação da Petrobras e dar estabilidade para continuar com a execução dos projetos aprovados. “Existem acordos assinados entre a Petrobras e a Cemig que precisam ser respeitados”, conclui.

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