POLÍTICA

Denise pede que Promotoria esclareça caso do cemiterioduto

Vereadora Denise Max quer providências do Ministério Público sobre as insinuações feitas pelo vereador Marcelo Machado Borges (Borjão)

Marconi Lima
Publicado em 12/04/2015 às 16:19Atualizado em 17/12/2022 às 00:37
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Se para a Comissão de Ética da Câmara Municipal de Uberaba (CMU) o assunto que ficou conhecido como “cemiterioduto” está enterrado, a vereadora Denise Max (PR) quer providências do Ministério Público sobre as insinuações feitas pelo vereador Marcelo Machado Borges, Borjão (DEM), de que oito parlamentares teriam recebido vantagem financeira para votar favoravelmente ao projeto que autorizou a construção de cemitérios particulares em Uberaba.

Borjão disse em plenário que o prefeito Paulo Piau (PMDB) teria insinuado que a conduta de oito vereadores (Borjão entre eles) foi suspeita ao votarem a matéria do cemitério-parque. O chefe do Executivo negou que tenha feito qualquer tipo de referência a quem quer que fosse.

Denise disse que decidiu tomar essa iniciativa depois de ouvir manifestação em um estabelecimento comercial de que ela recebeu propina. “Trata-se de uma empresa que colaborava com a Sociedade Uberabense de Proteção aos Animais e que depois dessas insinuações de propina decidiu cancelar a sua colaboração”, lamentou Denise.

Ela lembrou que defende uma causa há muitos anos, que é  a defesa dos animais, e que jamais recebeu qualquer tipo de vantagem indevida. Disse também que a votação do projeto que causou toda a polêmica teve incluída a exigência de realização de processo licitatório, fato que não facilita a implantação do cemitério particular. De acordo com a parlamentar, o fato é grave e merece apuração. Denise reforça que se houver culpados, que sejam punidos, mas que se a denúncia não for verdadeira, é preciso verificar se Borjão não infringiu um dos princípios da administração pública ou se cometeu algum crime.

O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) aproveitou para solicitar da Casa a elaboração de um Código de Ética para o parlamentar. “Temos na Câmara um Código de Ética do servidor do Legislativo, mas não temos uma para o legislador, acho que se faz necessária a criação desse instrumento”, frisou o tucano.

Ministério Público. A reportagem do JM apurou que a Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público já recebeu o pedido da vereadora Denise Max. Um procedimento deverá ser aberto para apurar o fato.

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