Vinte e quatro horas depois de ter sido denunciado à Justiça por improbidade administrativa, o vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP), sinalizou que pedirá afastamento temporário da presidência da Comissão de Ética, posto que ocupa desde fevereiro do ano passado. Para tanto, o progressista prepara um memorando interno a ser direcionado ao presidente da Câmara, Luiz Dutra (PDT) e aos demais integrantes do colegiad o relator José Severino Rosa (PT), o vogal Almir Silva (PR) e o suplente Marcelo Borjão (DEM).
“Vou me afastar até por uma questão de transparência”, justificou Afrânio, que responderá a uma Ação Civil Pública pela prática de Ato de Improbidade Administrativa, por ter repassado um chip corporativo ao ex-vereador Durval Chagas, que colaborava informalmente com seu mandato, ou seja, não tinha vínculo algum com a Câmara. Durval da Farmácia, como é mais conhecido, também responderá pelo mesmo crime, que poderá render a cada um, a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 5 a 8 anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor da causa e proibição de contratar com o Poder Público.
O Legislativo já foi notificado da ação e encaminhou o documento para a Comissão de Ética, cujos integrantes – a exceção de Afrânio – devem se reunir nesse fim de semana, quando irão avaliar se tomarão ou não uma medida paralela à do Ministério Público, que investigou o caso. Para José Severino, que propôs o afastamento do colega, a decisão é “prudente”. Ele também defende nova eleição para o colegiado. (RG)