Integrantes da Comissão Extraordinária de Barragens visitarão barragens de empresas mineradoras na região do Triângulo
Integrantes da Comissão Extraordinária de Barragens da Assembleia Legislativa de Minas Gerais visitarão barragens de empresas mineradoras na região do Triângulo Mineiro para apurar se existe risco de desabamento das estruturas. O trabalho começará a partir de janeiro, conforme o presidente da comissão, deputado estadual Agostinho Patrus Filho (PV), que cumpriu agenda partidária ontem em Uberaba.
O trabalho deverá atingir principalmente Araxá, onde existem 15 barragens de rejeitos de mineração. O parlamentar afirma que já houve solicitação do deputado João Bosco (PTdoB) para que a comissão verifique as estruturas no entorno da cidade. No Triângulo Mineiro, também há três barragens de mineradora em Patos de Minas. “Estamos começando a agendar as visitas. Sabemos que é um risco, tem que ser acompanhado de perto para que não se repita tanto na região central como em outras regiões importantes de mineração, como o Triângulo e o Norte de Minas”, salienta.
Ao todo, Minas Gerais possui 754 barragens e 29 não há garantias seguras de estabilidade. A denúncia foi feita em um relatório da Feam (Fundação Estadual de Meio Ambiente) de 2014. A lista de risco, no entanto, não inclui estruturas na região do Triângulo Mineiro.
Além disso, a comissão se prepara para audiência pública na semana que vem com dirigentes da Samarco para questionar sobre os problemas estruturais que culminaram no rompimento da barragem do Fundão em novembro. “Também vamos questionar por que ainda existe muita lama próximo ao rio Doce. A lama não foi retirada pela empresa. Temos período de chuva que faz com que o barro volte ao curso do rio e continue contaminando a água”, argumenta.
A tragédia devastou o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e deixou centenas de famílias desabrigadas. Vinte mortes foram confirmadas no desastre.