A nova legislatura da Assembleia de Minas ainda nem teve início, mas os trabalhos de bastidores e articulações políticas já começaram. Uma das ações na Casa é para ocupação dos cargos nas comissões permanentes. Com as maiores bancadas na ALMG, o PT e o PMDB devem ocupar colegiados importantes: Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), Administração Pública e Constituição e Justiça (CCJ).
O chamado bloco dos independentes, que pode reunir de 22 a 26 parlamentares, também tem interesses em comissões permanentes de peso, como Meio Ambiente, Minas e Energia e Defesa do Consumidor e Contribuinte.
A distribuição desses postos pode ser também uma forma de atrair partidos que não estiveram com o PT e PMDB na eleição estadual e ampliar a base de apoio ao governo de Fernando Pimentel (PT) no Legislativo mineiro.
Um dos articuladores dessas composições é o líder do governo na ALMG, deputado Durval Ângelo (PT). Ontem, ele se reuniu com o futuro presidente da Casa, Adalclever Lopes (PMDB), com o vice-governador Antônio Andrade (PMDB) e com os secretários de Governo, Odair Cunha (PT), e da Casa Civil, Marco Antônio Rezende.
Entre os chamados independentes, o PV, PSD e PR podem somar ao bloco que conta com PT e PMDB. Para se aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), por exemplo, são necessários 39 votos.
Até o momento, o PT conta com apoio do PMDB, PCdoB, Pros e PRB, que, juntos, reúnem 26 deputados. Além disso, os petistas apostam na adesão do PV (4), do PR (3) e de parte do PSD (4).