Foi iniciada nesta manhã (2) sessão na Câmara dos Deputados para analisar a denúncia de corrupção passiva contra o presidente
Foi iniciada nesta manhã (2) sessão na Câmara dos Deputados para analisar a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB). Como já era esperado, o clima na Casa é tenso. A falta de quórum era a principal estratégia da oposição. Várias manifestações pedindo a saída do presidente tomam conta não só de Brasília, mas também de diversas cidades no país.
Os deputados analisam parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que recomenda a rejeição da denúncia. Para que o processo tenha andamento serão necessários 342 votos.
Em seu pronunciamento, o advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, disse que a denúncia da Procuradoria-Geral da República é “capenga” e demonstra apenas “vontade de acusar por acusar”. O advogado ainda exaltou as melhorias na economia do país durante o governo e questionou se a sociedade gostaria de afastar o presidente, ressaltando que a população não foi consultada. “São equívocos [na denúncia] que estão colocando o país em dificuldades em uma hora o desemprego cai, o dólar cai, a indústria retoma o ritmo desejado, colocando em risco essas conquistas”, defendeu.
O deputado Ricardo Tripoli (SP), líder do PSDB, anunciou que a orientação do partido é pela aceitação da denúncia por corrupção contra Michel Temer. Segundo o tucano, cada deputado terá liberdade para votar como quiser, no entanto.