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Aelton Freitas e Marcos Montes não estão na lista que inclui 21 mineiros
Nada menos do que 45% dos 517 deputados e senadores que concorreram a algum mandato este ano (233) receberam doações de funcionários de seus gabinetes. Levantamento feito pelo site Congresso em Foco aponta que 749 trabalhadores contribuíram para os seus respectivos chefes com serviço, em valor estimado, ou repasse financeiro, conforme as prestações de contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No total, os assessores parlamentares doaram R$ 3 milhões. O levantamento aponta ainda que os servidores abdicaram de férias para trabalhar em campanha; outros cederam horas de trabalho para os chefes; há casos de trabalhadores que tiraram da conta bancária valores até superiores aos seus vencimentos mensais.
A prática, disseminada por praticamente todos os partidos, foi adotada tanto por parlamentares que alegam possuir poucos recursos financeiros para bancar a eleição quanto por aqueles que são conhecidos pelo tamanho da fortuna pessoal, diz o Congresso em Foco.
Nenhum dos dois deputados federais reeleitos por Uberaba, Aelton Freitas (PR) e Marcos Montes (PSD), estão na lista apresentada pelo site, a qual inclui 21 mineiros. Entre eles, Nilmário Miranda (PT), Marcus Pestana (presidente estadual do PSDB) e George Hilton, que preside o PRB-MG, recém indicado ministro dos Esportes. Outros nomes conhecidos do cenário nacional integram a relação de parlamentares que receberam doações de funcionários, como o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB).
Os partidos contemplados com as doações são de esquerda e direita, da base aliada e de oposição ao governo Dilma Rosseff (PT) – ao todo, 20 das 28 legendas com representação no Congresso. Os valores variam de simbólicos R$ 50 até quase R$ 91 mil, conclui o site.