POLÍTICA

Deputados revelam preocupação com flexibilização ao secretário de Saúde

Gisele Barcelos
Publicado em 29/04/2020 às 20:40Atualizado em 18/12/2022 às 05:59
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Em reunião ontem na Assembleia Legislativa, deputados estaduais sabatinaram o secretário estadual de Saúde, Carlos Amaral, sobre o risco de aumento de casos de Covid-19 no Estado a partir da flexibilização do isolamento social e questionaram o programa que permite a reabertura gradual de estabelecimentos comerciais em Minas Gerais.

O secretário reconheceu que o temor pela reabertura do comércio é um desafio. “É uma decisão difícil, que tem que ser tratada com muita transparência e rigor técnico. É preciso encontrar o equilíbrio entre os riscos econômicos e sanitários”, disse. Segundo o titular da Saúde de Minas, a decisão de se reabrir gradativamente a economia do Estado partiu da necessidade de se padronizar minimamente as ações dos municípios. Ele ressaltou que o plano do governo prevê ações regionalizadas, mas não será imposto. “Nosso papel é de coordenação, instrução e orientação, mas não faremos intervenção nos municípios”, afirmou.

A estratégia de monitoramento do Executivo, conforme o secretário, baseia-se na evolução da doença e na capacidade operacional do sistema de saúde de cada região, diariamente. O secretário admitiu, entretanto, que segurança absoluta não existe, mas garantiu que o plano não é precoce porque não há intenção de flexibilizar tudo neste primeiro momento.

A liberação das atividades será lenta e gradual, por ondas, começando por aquelas que envolvam menos risco de disseminação do coronavírus. Shows, cinemas, grandes eventos, clubes e atividades esportivas continuam suspensos. A retomada das atividades escolares presenciais será avaliada futuramente.

Os parlamentares também questionaram se haveria uma previsão exata para o pico da doença no Estado. O secretário reafirmou que a equipe monitora diariamente os casos relacionados ao coronavírus e que Minas tem conseguido achatar a curva de atendimentos e, com isso, preparar a rede hospitalar para o atendimento da população. No entanto, ele deixou claro que não é possível saber exatamente quando ocorrerá o pico de contágio.

 

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