A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou para 51%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11/3). É o pior nível de desaprovação registrado desde julho de 2025. Em um mês, o índice subiu dois pontos percentuais, passando de 49% para 51%. De acordo com o levantamento, 44% aprovam a gestão petista.
Pela primeira vez, a desaprovação entre as mulheres supera a aprovação: 48% a 46%. Além disso, a Genial/Quaest aponta que a aprovação do governo Lula é maior no Nordeste (65%), entre os que ganham até dois salários-mínimos (55%) e entre os que têm apenas ensino fundamental completo (53%). A aprovação também é maior entre os entrevistados com mais de 60 anos, com índice de 53%.
Quando questionados sobre a avaliação do governo, 43% dos entrevistados consideraram como negativo, 31% como positivo, 25% como regular e 1% não soube ou não respondeu.
A pesquisa registrou também que 47% dos entrevistados avaliam que o terceiro mandato de Lula é pior na comparação com os dois primeiros mandatos, enquanto 21% acham que é melhor, 19% já esperavam que fosse bom, 10 já esperavam que fosse ruim e 3% não souberam ou não responderam.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores de 120 municípios entre sexta-feira (6/3) e segunda-feira (9/3). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Piora na economia
A pesquisa mostrou também que para 48% dos entrevistados a economia piorou nos últimos 12 meses e para 24%, melhorou. Consideram que ficou do mesmo jeito 26% e 2% não responderam ou não souberam.
O preço dos alimentos nos mercados é uma das principais reclamações dos brasileiros: 58% afirmam que subiu, 24% que ficou igual, 16% que caiu e 2% não souberam ou não responderam.
Com isso, na avaliação de 64% dos entrevistados, o poder de compra dos brasileiros é menor que a um ano atrás, enquanto 21% opinaram que é igual, 14% que é maior e 1% não soube ou não respondeu.
Apesar dos níveis mais baixos de desemprego nos últimos anos, 50% dos entrevistados consideraram que está mais difícil conseguir um emprego hoje do que há um ano. Já 40% dos ouvidos apontaram que está mais fácil, 4% que está igual e 6% não souberam ou não responderam.
Por outro lado, 41% dos entrevistados acham que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, enquanto 34% que vai piorar, 21% que vai continuar do mesmo jeito e 4% não souberam ou não responderam.
Um dado que chama a atenção é a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco salários mínimos. Dos entrevistados nessa faixa de renda, 62% afirmam que não foram beneficiados. Ainda 52% dos entrevistados desse grupo avaliou que não sentiu diferença na renda após a medida.
Fonte: O Tempo.