POLÍTICA

Dez por cento da receita bruta na Saúde deve somar 3 milhões

Desde que deflagrou a campanha Assine + Saúde, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e seus parceiros

Publicado em 15/04/2013 às 09:26Atualizado em 19/12/2022 às 13:37
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Presidente da ALMG, Dinis Pinheiro, quer mais de um milhão de assinaturas

Desde que deflagrou a campanha Assine + Saúde, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e seus parceiros já coletaram 439.922 assinaturas favoráveis à que a União invista no mínimo 10% de sua receita corrente bruta em saúde. Até agora foram coletadas 1,25 milhão em todo País, sendo a meta 1,5 milhão de apoios à tramitação na Câmara dos Deputados de um projeto de lei de iniciativa popular que obrigue o Governo Federal a cumprir aquele índice.

“Minas está batendo recorde. Já ultrapassou 400 mil assinaturas e eu espero que até o final dessa jornada, possa chegar a um milhão de assinaturas”, disse o presidente da ALMG, deputado estadual Dinis Pinheiro (PSDB). Na semana passada os representantes do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública foram recebidos pelo presidente da Câmara, deputado federal Henrique Alves (PT-RN), a quem foi entregue um cheque simbólico indicando a contribuição de Minas para a proposição.

Terceiro vice-presidente da Assembleia, o ex-secretário de Estado de Saúde, deputado Adelmo Leão (PT) revela cálculos que apontam para a obtenção de mais de 1,5 milhão de assinaturas no País, número que deverá chegar próximo dos 3 milhões. Isso porque, segundo o petista, o Rio Grande do Sul e os Estados do Nordeste ainda não apresentaram o resultado final de suas coletas.

Na opinião de Adelmo, quanto mais assinaturas melhor para chegar com muita força à Câmara dos Deputados. Em sua história recente, o Congresso aprovou a Lei da Ficha Limpa, proposta de iniciativa popular que tramitou após a coleta de 1,5 milhão de apoios. O deputado lembra a participação de organizações sindicais, não governamentais, entidades de classe, entre outras que apóiam esta ação.

“Estou participando dessa luta e de modo especial defendo que os 10% sejam destinados ao Sistema Único de Saúde para que as pessoas sejam atendidas com dignidade, no tempo que for necessário; que não fiquem esperando tanto tempo na fila; que não haja falta de remédios, e os trabalhadores sejam qualificados”, disse Adelmo. Segundo ele, o cumprimento do índice significará mais 40 bilhões para a Saúde.

“Ainda estamos no meio do caminho dessa luta, mas espero que o projeto seja apresentado ainda esse ano e que o Congresso não falhe: vote a emenda, e a presidenta [Dilma Rousseff] sancione a lei para que ela valha de fato”, encerrou. A Assembleia dará sequencia, este ano, às ações da Campanha Assine + Saúde através de audiências em outros 14 municípios mineiros, entre os quais a vizinha Conceição das Alagoas. Ano passado a comitiva esteve em Uberaba. (RG)

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