A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a prorrogação do estado de calamidade pública até o dia 30 de junho de 2021. O pedido foi feito pelo governador Ibanhês Rocha e amplia por seis meses os efeitos do decreto nº 2284, de 2020, que autoriza o governo a ultrapassar os limites de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal, para enfrentar a pandemia da Covid-19.
Segundo o Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, que é dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo, a expectativa é que os outros estados sigam o mesmo.
“É de se esperar que, nos próximos dias, o presidente Jair Bolsonaro e os governadores dos 26 estados façam o mesmo. O mesmo caminho deverá ser seguido pelos prefeitos eleitos ou reeleitos no mês passado, logo após tomarem posse, no dia 1º de janeiro. Tudo porque, com o chamado “repique” nas infestações e mortes causadas pela pandemia, continuam presentes os motivos que levaram à decretação da calamidade ora vigente”.
Dirceu Gonçalves ainda lembrou que é importante que a população preste atenção no que ocorre e, principalmente, considerar que apesar das atenuantes – a pandemia ainda está ativa, fazendo mortos e, portanto, exigindo cuidados. A manutenção da calamidade pública também justifica a já solicitada prorrogação dos auxílios emergenciais e de outros benefícios concedidos à população como forma de atenuar os danos causados pelo enfrentamento ao coronavirus. “Além dos governantes, os parlamentares – que agora começam um período de férias que vai até 1º de fevereiro – devem estar preparados para o trabalho extraordinário no caso de serem chamados a referendar ou discutir novas medidas”, completou.
“A vacina é a esperança de todos nós. Os governantes de todos os níveis têm de criar as facilidades para que ela chegue com a maior brevidade e comece a domar a pandemia. Não se esqueçam do compromisso que, ao serem eleitos, assumiram com a população, de zelar pelos interesses comunitários. A imunização não é uma panaceia que, da noite para o dia ou de um dia para o outro, pode acabar com o coronavírus. Mas é, até agora, a única ferramenta que poderá levar aos seus fim. Rogamos que tratem com toda responsabilidade e sem nenhum viés político a sua disponibilização ao povo. É o que já estão fazendo o Reino Unido, os Estados Unidos e o Canadá.”
Por fim, o diretor da associação concluiu que é preciso fazer todo o possível para cessar o adoecimento e as mortes e evitar que o povo, tenha na pandemia mais um motivo para odiar a classe política. “Esse sentimento costuma ser o combustível para a instabilidade social. É preciso evitá-lo…”