Diálogo em torno da gestão das UPAs foi inviabilizado pela Prefeitura, segundo o conselheiro estadual de Saúde, Jurandir Ferreira
Diálogo em torno da gestão das UPAs foi inviabilizado pela Prefeitura, segundo o conselheiro estadual de Saúde, Jurandir Ferreira. O representante do órgão posiciona que o governo municipal deixou os conselheiros à margem das decisões e a única saída foi recorrer ao Judiciário para questionar o convênio com a Funepu.
Em nota encaminhada à imprensa, Ferreira também rebateu a afirmação do prefeito Paulo Piau (PMDB) de não haver obrigatoriedade de submeter ao Conselho a decisão referente à gestão das UPAs. Segundo o conselheiro, a exigência está prevista em lei federal e deve ser cumprida. “Estamos exercendo o nosso direito constitucional e legal para que a gestão municipal respeite o Controle Social e passe a nos pautar para as decisões que são de nossa responsabilidade”, argumenta.
Além disso, Jurandir alega que não houve transparência no processo, embora a administração municipal defenda que melhoras no atendimento à população. “Não é porque disseram que vão melhorar a assistência, mas não há transparência no convênio firmado, que temos que aceitar tudo que fazem, desrespeitando o Controle Social”, posiciona.
No texto, o conselheiro ainda citou o resultado da enquete realizada pelo Jornal da Manhã sobre a avaliação da gestão da Funepu nas UPAs. A pesquisa contou com 762 votos. Do total, 24,27% das pessoas afirmaram que houve melhora no atendimento. Já 35,43% responderam que o serviço não melhorou e outros 22,83% declararam que a situação está igual. Além disso, 17,45% declararam estar indiferentes.