Presidente fez comparações e disse que a Petrobras era orçada em R$15 bilhões em 2003 e hoje, em R$94 bilhões; o lucro líquido subiu de R$8 bilhões para R$23 bilhões
A presidente Dilma Rousseff (PT) aproveitou o lançamento das obras da fábrica de amônia em Uberaba ontem para rebater as críticas da oposição à Petrobras. A gestão da estatal vem sendo alvo constante de questionamentos no último mês, principalmente por causa do prejuízo gerado na compra de uma refinaria nos Estados Unidos, e já impacta o desempenho de Dilma nas pesquisas eleitorais.
Na defesa, a presidente comparou a lucratividade e o preço de mercado da estatal durante os governos tucanos e petistas. Segundo Dilma, a Petrobras estava orçada em R$15 bilhões quando o PT assumiu o governo federal em 2003 e hoje o valor alcança R$94 bilhões. Já o lucro líquido subiu de R$8 bilhões para R$23 bilhões.
Além disso, Dilma argumentou que a Petrobras investiu sete vezes mais durante a gestão do PT do que em governos anteriores. Porém, não especificou o período utilizado para a comparação ou os números no discurso.
Para a presidente, a implantação da fábrica de amônia é um prova da ampliação nos investimentos. Ao todo, de R$1,95 bilhão serão aplicados para a construção da unidade. Segundo Dilma, trata-se de uma ação estratégica para assegurar a sustentabilidade da agricultura no país.
Com a entrada em funcionamento da fábrica, a expectativa da Petrobras é reduzir de 55% para 13% a importação de amônia utilizada na produção de fertilizantes.
Durante o evento realizado no Distrito Industrial 3, a fábrica de amônia recebeu o nome de José Alencar e todas as autoridades políticas que discursaram fizeram homenagem ao ex-vice-presidente, o principal articulador na confirmação da unidade em Uberaba. As obras estão previstas para começar em outubro deste ano e a expectativa é a entrada em operação da planta no primeiro semestre de 2017, produzindo 519 mil toneladas de amônia por ano.