Nos dois primeiros anos da atual legislatura, a Assembleia de Minas promoveu aproximadamente 2.000 reuniões
Nos dois primeiros anos da atual legislatura (2011-2012), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais promoveu aproximadamente 2.000 reuniões, fez 579 audiências públicas e agasalhou 460 sugestões populares. Os números foram apresentados em Uberaba pelo presidente do parlamento mineiro, deputado estadual Dinis Pinheiro (PSDB), que desembarcou na cidade semana passada para prestar contas das atividades da Casa e também ouvir as demandas da população sobre os mais diversos temas.
Dinis avalia que os números demonstram o espírito democrático da Assembleia, que, ao ouvir cada vez mais a sociedade, vem transformando suas inquietações e demandas em realidade. Ele também aponta o pioneirismo da Casa em abolir o 14º e o 15º salário dos deputados, e o fim do pagamento das sessões extraordinárias. Um dos nomes cotados para a sucessão estadual do também tucano Antonio Anastasia, o parlamentar preside a Assembleia pelo segundo mandato consecutivo na atual legislatura.
Em menos de uma semana, Dinis foi o segundo virtual candidato tucano a governador de Minas a pisar em Uberaba, que já havia recebido o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues. O também tucano reuniu-se com o prefeito Paulo Piau (PMDB), cuja agenda, segundo a assessoria do peemedebista, visou a parcerias entre o Estado e o município. Questionado sobre as eleições de 2014 e a construção do nome do candidato do PSDB para a sucessão estadual, o presidente da Assembleia disse achar “um despropósito debater a sucessão estadual de maneira antecipada”.
“Não sou candidato a nada”, disse Dinis, que fez questão de assinalar que está focado na missão de tornar a Assembleia cada dia mais proativa, eficiente e sintonizada com o pensamento da sociedade para que o Estado continue no rumo do progresso. Em sua rápida passagem por Uberaba, o deputado também falou sobre temas espinhosos, como os funcionários fantasmas então nomeados para cargos de confiança no parlamento mineiro.
O caso, que foi divulgado pelo Jornal da Manhã, envolve o genro e o cunhado do ex-deputado estadual e ex-tucano, hoje secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan (sem partido), que, embora lotados na ALMG, trabalham em Uberaba. Ambos foram exonerados, enquanto o Ministério Público já apura a denúncia. “A Assembleia não tem compromisso com o erro e de forma tranquila achou por bem promover as exonerações”, disse Dinis, que, no entanto, não respondeu ao questionamento quanto a medidas de prevenção para evitar situações como essa.