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Luiz Fernando Rolla, diretor de Relações Institucionais da Cemig, diz que a estatal trabalha com todas as possibilidades para o gasoduto, mas prefere o de Betim
A parceria com a espanhola Gás Natural Fenosa para construção do gasoduto Betim-Uberaba continua em negociação, segundo revelou o diretor de Relações Institucionais da Cemig, Luiz Fernando Rolla, durante entrevista coletiva esta semana.
Com a rejeição ano passado da proposta que permitiria a venda de ações da Gasmig e a mudança no comando do governo mineiro em 2015, a junção com a companhia espanhola era considerada descartada. O próprio governador Fernando Pimentel havia declarado que uma concessão pública ou financiamento do BNDES seriam alternativas mais viáveis para consolidar o empreendimento.
No entanto, o diretor da Cemig assegurou que as negociações com a Gás Natural Fenosa permanecem em andamento e não foi abandonada a possibilidade da espanhola formar joint venture com a Gasmig para viabilizar o duto.
Rolla também adiantou que o projeto prioritário para a companhia é a implantação do gasoduto mineiro, apesar de o governo estadual ter levantado novamente a possibilidade de trazer o gás de São Paulo. “Estamos trabalhando mais com o trajeto Belo Horizonte-Uberaba. Não estamos descartando nenhum, mas o mais viável é o trajeto mineiro”, salienta.
Segundo o diretor da Cemig, a definição quanto ao percurso e a fonte de recursos será definida ainda no primeiro semestre. Apesar do entrave em relação ao desenho e ao financiamento, ele ressaltou que o duto será concluído dentro do cronograma para a entrada em operação da unidade da Petrobras. “Já existe o compromisso de suprimento da fábrica de amônia e o gasoduto vai ser construído no prazo”, disse, informando que a companhia ainda trabalha com a data de novembro de 2016 para a inauguração da planta.
Entenda. A Cemig e a companhia espanhola Gás Natural Fenosa já assinaram acordo em junho do ano passado para criar uma nova empresa destinada a investir em projetos na área de gás, inclusive no gasoduto Betim-Uberaba. A estatal até comprou a parte acionária da Petrobras na Gasmig para viabilizar a entrada da parceira estrangeira na sociedade posteriormente. Entretanto, o avanço da parceria esbarra na aprovação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Minas que permita a privatização da Gasmig. Uma proposta foi apresentada em 2014, mas não avançou.