O diretório local do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota de apoio ao Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE MG) e, também, à greve dos professores da Rede Estadual de Ensino. O texto é assinado pelo presidente do PT de Uberaba, Roberto Matos Nogueira, e a secretária-geral, Mariana Costa.
A nota destaca que o movimento de paralisação é um reflexo da luta pela valorização da educação pública e da dignidade dos profissionais da educação de Minas Gerais. O PT diz que o trabalho dos professores vai muito além da sala de aula, sendo um pilar fundamental para o desenvolvimento uma sociedade justa, íntegra e consciente.
“Entretanto, os profissionais da educação têm sido constantemente negligenciados pelos gestores públicos, com salários defasados, condições precárias de trabalho e falta de investimento nas escolas e nos profissionais que ali trabalham”, diz a nota.
Para o diretório do PT, a greve dos professores é uma resposta legítima ao que considera um abandono da educação. O texto diz que não é apenas um pedido por melhores salários, mas um clamor por um futuro mais justo e igualitário para nossas crianças e jovens, que dependem da qualidade do ensino para construir um país mais justo e democrático.
A greve foi deflagrada em todo o estado na terça-feira (3) e, em Uberaba, a categoria confirmou a adesão na quarta-feira (4), após realização de uma assembleia, na sede do Sind-UTE local, que reuniu representantes de 30 das 40 escolas da Rede Estadual de Ensino.
O governo de Minas anunciou na segunda-feira (2) um reajuste salarial de de 5,4%. O governo disse ainda que, em 2022, foi autorizado reajuste de 10,06% para todo o funcionalismo do Executivo; que, em 2024, houve uma nova recomposição de 4,62%, e que o 13º salário também voltou a ser pago em dia.
O Sind-UTE alega que há oito anos a categoria sofre com o que considera o pior salário do país. O sindicato alega que, em 2019, os professores recebiam 78% do Piso Nacional, mas em 2026 o governo do estado reduziu esse valor para 57%. A entidade reivindica uma recomposição de 41,83%.