Aliado de 1ª hora, quando da eleição para a Mesa Diretora da Câmara e o presidente da CMU, Luiz Dutra, começam a dar sinais de estranhamento
Aliado de primeira hora, quando da eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Uberaba (CMU), o PR (com os vereadores Kaká Carneiro, Denise Max e Samuel Pereira) e o presidente da CMU, vereador Luiz Dutra (PMDB), começam a dar sinais de estranhamento.
A discussão do Projeto de Resolução 16/17, de autoria da vereadora Denise Max (PR), não chegou a gerar um bate-boca em plenário, mas criou mal-estar entre a parlamentar, dois de seus colegas de bancada e a Mesa Diretora, em especial Dutra.
A proposição tratava da alteração nas datas para realização das sessões ordinárias da CMU, que atualmente acontecem nas segundas e terceiras semanas de cada mês. A proposta de Denise, que recebeu parecer de inconstitucionalidade, é que essas reuniões fossem antecipadas para as primeiras e segundas semanas de cada mês, entre os dias 1º e 20, obedecendo, em todo caso, ao número de oito reuniões mensais.
“Para melhor andamento dos trabalhos administrativos da Câmara, assim como dos vereadores, que, após o término das oito reuniões estariam liberados para trabalhar em prol da sociedade. E, ainda, os servidores da casa legislativa e da Prefeitura terão mais tempo dentro do mês corrente para trabalhar e dar andamento às demandas dos vereadores”, destacou Denise.
Mas, para ser constitucional, o entendimento é que o projeto fosse de iniciativa da Mesa Diretora. “Eu pedi várias vezes para ter uma reunião com a Mesa Diretora e não fui atendida. Não me deram nenhuma resposta. Isso é uma falta de respeito. E agora colocam esse projeto para votação e com o parecer de inconstitucionalidade. Presidente [Luiz Dutra], não me desminta, eu pedi várias vezes a reunião com a Mesa Diretora para discutir o projeto e não me deram resposta”, frisou Denise.
Dutra justificou a não-marcação da reunião. “Não havia um consenso sobre o tema entre os membros da Mesa. Por isso, [vereadora] Denise, não marquei a reunião, pois não havia um consenso. Mas ainda assim decidi trazer o projeto ao plenário para discussão.”