
O senador Cleitinho e o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões despontam como possíveis líderes de grupos diferentes da direita mineira na corrida pelo governo estadual em 2026. (Foto/Montagem)
Os bastidores da política mineira apontam para um possível cenário de divisão entre lideranças da direita na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026. A movimentação envolve nomes ligados ao bolsonarismo e levanta a hipótese de que o senador Flávio Bolsonaro possa ter apoio em dois palanques distintos no estado durante o processo eleitoral.
O desenho desse cenário passa por articulações que incluem o deputado federal Nikolas Ferreira, o vice-governador Mateus Simões, o governador Romeu Zema e o senador Cleitinho Azevedo. De um lado, poderia se formar um grupo mais alinhado ao atual governo estadual, reunindo Nikolas, Simões e Zema.
Paralelamente, o partido Republicanos avalia a possibilidade de lançar uma chapa considerada “puro-sangue”, com Cleitinho disputando o governo e o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão, compondo a majoritária.
Nesse contexto, interlocutores políticos também mencionam a hipótese de o Partido Liberal optar por não apresentar candidatura própria ao governo mineiro inicialmente, mantendo-se em posição de observação enquanto as alianças se definem. Essa estratégia permitiria ao partido manter interlocução com os dois grupos da direita e dar margem para que lideranças nacionais do bolsonarismo circulem entre diferentes palanques sem provocar rupturas antecipadas.
A possibilidade de dois palanques ligados ao bolsonarismo também evidencia uma disputa interna pela liderança do campo conservador em Minas. Enquanto aliados do governo estadual buscam fortalecer o nome de Mateus Simões como sucessor de Romeu Zema, Cleitinho tenta ampliar sua base política e viabilizar uma candidatura própria ao Executivo estadual, movimento que já provoca novos rearranjos entre partidos e lideranças no estado.