O vereador Luiz Dutra (SD) surpreendeu a maioria dos colegas ontem ao anunciar da tribuna da Câmara que ficará na liderança do governo até o início do recesso legislativo, dia 8 de julho
O vereador Luiz Dutra (SD) surpreendeu a maioria dos colegas ontem ao anunciar da tribuna da Câmara que ficará na liderança do governo até o início do recesso legislativo, dia 8 de julho. A decisão visa a assegurar-lhe liberdade para atuar como coordenador da campanha a deputado estadual do colega de Câmara, Samuel Pereira (PR), cujo nome foi homologado em convenção no início da semana. Além disso, seu partido, o Solidariedade, deliberou por apoiar as candidaturas do PSDB ao governo de Minas, com Pimenta da Veiga na cabeça da chapa, e à Presidência, com o senador Aécio Neves, diferentemente do caminho adotado pelo prefeito Paulo Piau (PMDB), que apoia os candidatos do PT em Minas e Brasil. “Quero ter minha opinião e poder expressar”, colocou Dutra que, ao ser questionado se estava sendo pressionado a apoiar outros nomes que não estes, disse que se trata de coerência. Ele assegura que continua parceiro do governo e que continuará ajudando no desenvolvimento de Uberaba. “Não estarei de fato na liderança, mas estarei de direito”, assegurou Luiz Dutra, que trabalha para outra eleição, a de presidente da Mesa Diretora da Câmara, em 2015. A decisão de deixar o posto de líder governista visaria a evitar maiores desgastes com os colegas, já que a função exige a intermediação nas relações entre Executivo e Legislativo. Antes de anunciar sua decisão em plenário, Dutra reuniu-se com o prefeito, o qual disse ao Jornal da Manhã entender a postura do vereador, que mereceu seu agradecimento pelo desempenho na liderança do governo. Dutra também sentou-se com o vice-líder Kaká Se Liga (PSL), com quem almoçou, para dar-lhe a notícia. “Fui surpreendido, e acredito que até o prefeito”, reconheceu, assinalando que está à disposição de Piau para conversar sobre a sua situação. Kaká se diz preparado para assumir a liderança do governo na Casa, mas adianta que coloca o cargo de vice-líder à disposição porque esta é uma decisão que cabe ao prefeito. O vereador, porém, pondera que para exercer o posto Piau terá que aceitar seu planejamento de trabalho. “Se me tornar líder, o mais importante é respeitar a opinião dos colegas, mas preciso de apoio e maior intensidade na relação entre Executivo e Legislativo”, declarou. Através de sua assessoria de imprensa, Piau disse que tem até o próximo mês, quando a Casa retoma as plenárias, para decidir-se.