Na eleição de 2026, cada eleitor deverá escolher dois candidatos ao Senado Federal, e as duas indicações precisam ser para nomes diferentes. A votação acontece no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e vai definir 54 das 81 vagas da Casa.
A regra de dois votos existe porque cada estado e o Distrito Federal são representados por três senadores, com mandato de oito anos. Essas cadeiras são renovadas de forma alternada a cada quatro anos.
Em 2022, cada unidade da Federação escolheu apenas um senador. Já neste ano serão eleitos dois por estado e pelo Distrito Federal. Os escolhidos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027 e ficam no cargo até 2035.
Na urna eletrônica, a votação para senador aparece depois das escolhas para deputado federal e deputado estadual ou distrital. Os candidatos são identificados por números de três dígitos.
O eleitor deve digitar o número do primeiro candidato, verificar nome, foto, cargo e partido na tela e confirmar. Depois, repete o mesmo processo para o segundo nome.
Não é permitido votar duas vezes no mesmo candidato. Caso o eleitor repita o número, apenas o primeiro voto é validado, e o segundo é anulado, conforme as normas da Justiça Eleitoral.
Outra restrição é que não existe voto de legenda para o Senado. A escolha precisa ser sempre em um candidato específico.
Os dois nomes selecionados também têm de estar registrados na mesma unidade da Federação em que o eleitor tem domicílio eleitoral. Em Minas Gerais, por exemplo, os dois votos devem ir para candidatos que disputam as duas vagas destinadas ao estado.
Cada chapa ao Senado é composta por um titular e dois suplentes. Ao digitar o número, a urna mostra os dados do titular e os nomes dos suplentes, mas o eleitor não vota neles separadamente. Os suplentes fazem parte da mesma chapa e podem assumir o mandato nas situações previstas em lei.
A disputa segue o sistema majoritário. Como há duas vagas em cada estado e no Distrito Federal, serão eleitos os dois candidatos mais votados em cada unidade.
Os 54 eleitos em 2026 vão se somar aos 27 senadores cujos mandatos continuam válidos, completando as 81 cadeiras do Senado. A composição inclui três representantes por estado e pelo Distrito Federal, sem relação com o tamanho da população.
Como o mandato dura oito anos, a renovação acontece a cada quatro anos: em uma eleição escolhem-se dois terços da Casa e, na seguinte, um terço. Por isso 2026 volta a ser um ano de dois votos para senador, diferentemente de 2022.
Para evitar erros, a Justiça Eleitoral recomenda pesquisar os candidatos com antecedência e chegar à seção com os números anotados. É possível levar a chamada colinha em papel, já que o celular não pode entrar na cabine de votação.
Como serão duas votações seguidas para o Senado, a orientação é conferir o nome e a foto exibidos na tela antes de confirmar cada uma das escolhas.