Reajuste está condicionado à não prorrogação da Lei Federal que impede a concessão de reajuste a todos os níveis do funcionalismo público
Foto/Jairo Chagas
Prefeita Elisa Araújo durante entrevista à Rádio JM, quando comentou sobre a possibilidade de reajuste do funcionalismo
Funcionalismo da Prefeitura deverá ter aumento de salário em 2022, se vigência da lei federal que impede reajuste não for prorrogada. A informação é da prefeita Elisa Araújo (Solidariedade), que falou sobre o assunto em entrevista à Rádio JM, na última semana.
A chefe do Executivo lembrou que não houve condições de conceder qualquer índice este ano porque a medida foi proibida pela Lei Complementar nº 173/20, que criou o auxílio financeiro às prefeituras para o enfrentamento ao coronavírus e, em contrapartida, barrou qualquer tipo de reajuste salarial.
A perspectiva é que a vigência da legislação termine em 31 de dezembro deste ano. Se não houver prorrogação do prazo, a prefeita afirma que será possível avançar na discussão de reajuste salarial do funcionalismo. “Caindo a lei complementar, não tem outro caminho. A gente tem que fazer o aumento do salário do servidor”, assegurou.
No entanto, Elisa ressaltou que não há garantia de que será possível atender de forma integral os valores solicitados pela categoria. “Qual índice nós vamos discutir dentro da realidade financeira do município também”, ponderou.
De acordo com a prefeita, será preciso analisar com responsabilidade a questão do reajuste para não comprometer o depósito em dia dos salários e, também, cumprir outras obrigações, como o pagamento da progressão de carreira para os servidores. “Vamos fazer o pagamento da progressão que devia ter feito em 2019. A gente tem que fazer esse ajuste e, também, é um impacto grande na folha de pagamento, em torno de R$600 mil por mês. Temos que considerar todos esses ajustes que temos que fazer para honrar os nossos compromissos”, finalizou.
Os servidores da Prefeitura reivindicam índice de 23% de reajuste salarial e aumento de R$280 no tíquete-alimentação, enquanto os trabalhadores da Codau aprovaram pedido de reajuste de 24,29% para 2022 e aumento de R$336 no tíquete-alimentação. Já os professores da rede municipal querem o cumprimento do piso nacional do magistério e a recomposição referente aos anos de 2019, 2020 e 2021, bem como incremento de R$300 no tíquete.