Em acordo firmado com a Polícia Federal, o empresário delatou políticos mineiros supostamente envolvidos em esquema de pagamento de propina na década de 90
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Empresário Marcos Valério firmou acordo com a Polícia Federal na tentativa de homologar delação premiada
Anderson Adauto (PP) e Paulo Piau (PMDB) foram citados em delação premiada do operador do mensalão petista e do mensalão mineiro, Marcos Valério. Em acordo firmado com a Polícia Federal, o empresário delatou políticos mineiros supostamente envolvidos em esquema de pagamento de propina na década de 90. As informações são do jornal O Tempo.
Conforme a publicação, Valério teria afirmado em depoimento que realizou repasses a Adauto na época em que ele era deputado estadual e havia se tornado presidente da Assembleia Legislativa, em 1999. “Quando ganhamos a conta de publicidade da ALMG, passamos a fazer os repasses para uma conta em nome de Anderson Adauto”, conta o empresário.
Ainda segundo o delator, foram destinados recursos para compra e reforma de um apartamento em Belo Horizonte durante todo o tempo da presidência de AA na ALMG (1999 a 2001). “Os recursos foram entregues em dinheiro vivo para pagar as despesas de mão de obra do apartamento, além do material de construção”, completa.
O publicitário contou ainda que, na disputa ao governo de Minas em 1998, o ex-senador Clésio Andrade (então PFL) teria pago diversos deputados da base governista na Assembleia para que ser indicado como vice na chapa de Eduardo Azeredo (PSDB).
Valério cita o nome dos deputados Carlos Melles, Bilac Pinto, Sebastião Costa e Paulo Piau como supostos recebedores desses repasses. Também teriam sido realizados pagamentos a pessoas ligadas a Azeredo para “convencê-lo” a aceitar a indicação de Clésio Andrade, como o ex-deputado Amilcar Martins.
Além de AA e Piau, o ex-secretário de Estado de Governo, Danilo de Castro (PSDB), e o ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Mauri Torres (PSDB), estão entre os políticos citados na delação.
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