Grupo cobrou avanços em reivindicações como RSC, jornada de 30 horas e manutenção do plantão 12x60
A paralisação teve início em 2 de fevereiro de 2026, integrando um movimento nacional da categoria (Foto/Marconi Lima)
Durante a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, à Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), na manhã desta quarta-feira (11), servidores técnico-administrativos em educação da UFTM, que estão em greve, realizaram uma manifestação em frente à Santa Casa, onde o ministro cumpriu uma de suas agendas.
A paralisação teve início em 2 de fevereiro de 2026, integrando um movimento nacional da categoria. Os manifestantes levaram faixas e cartazes e cobraram do ministro o comprimento do termo de acordo 11/2024, incluindo o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a jornada de 30 horas.
Representante do movimento, Andreza Cunha, disse que o Governo Federal não cumpriu 18 pontos do acordo firmado com a categoria, durante a greve realizada em 2024. Ela destacou que Uberaba tem um comando de greve e hoje, 200 servidores da UFTM aderiram ao movimento.
“É um número superior ao que foi registrado durante a paralisação que realizamos em 2024”, assegurou.
Entre as principais reivindicações estão a implementação ampla do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), a redução da jornada para 30 horas semanais sem redução salarial, a manutenção do plantão 12x60, a defesa da matriz única do PCCTAE, a reposição e aceleração para aposentados e a retirada de propostas que permitam a terceirização de cargos ou ataques à carga horária da categoria.
Andreza ainda acrescentou que o movimento chama atenção para o cuidado com a saúde mental dos servidores das instituições, que estariam sobrecarregados com a jornada de trabalho. Ela disse que o movimento tenta sensibilizar o governo para esta questão, uma vez que o número de afastamentos por razões médicas é muito grande na instituição.