O senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender a remuneração por hora de trabalho, prevista em uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que mantém a escala 6 por 1 e cria um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Dessa vez, a fala foi direcionada a produtores rurais durante o Fórum Abastece Brasil, realizado na manhã desta quarta-feira (3/6) no Ceasa BH, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. O texto confronta diretamente a PEC aprovada na Câmara dos Deputados para acabar com a 6 por 1 e defendida pelo presidente Lula (PT).
“O que a gente está defendendo é que exista uma remuneração por hora de trabalho com todos os direitos trabalhistas garantidos, inclusive a gente tem que pensar numa redução da carga que está em cima da folha de pagamento para que o dinheiro do trabalhador fique com o trabalhador”, disse.
Pré-candidato à Presidência da República, Flávio citou como exemplo a possibilidade de negociar quatro horas de trabalho. Para o senador, uma mudança na jornada de trabalho não deveria prejudicar os empresários.
“É uma demonização de quem está gerando emprego hoje. Como se fossem exploradores. São pessoas que arriscam o seu patrimônio, pessoas que arriscam o seu dinheiro, para empreender em algo que vai gerar emprego. Porque se não tiver quem produza, não vai ter dinheiro para sustentar quem não pode trabalhar.”
Além da PEC envolvendo a redução da escala, Flávio também confrontou Lula em relação ao Pix. Ao chegar no evento, ele estendeu um cartaz com a frase "o PIX é do Brasil e do Bolsonaro". A aparição do parlamentar acontece um dia após o presidente Lula também ostentar um cartaz com os dizeres "o PIX é do Brasil", em ato em Goiás.
Este é o terceiro dia de agenda de Flávio em Minas como presidenciável. Também foi o terceiro evento dele voltado ao agronegócio. Ainda nesta quarta-feira, ele seguirá para Patos de Minas, onde marcará presença na Fenamilho.
Fonte: O Tempo