POLÍTICA

Em Ribeirão, Dilma confirma que Uberaba terá a fábrica de amônia

Presidente Dilma Rousseff (PT) confirmou ontem a instalação da fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba, encerrando a disputa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo

Gisele Barcelos
Publicado em 13/08/2013 às 10:59Atualizado em 17/12/2022 às 09:37
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Reprodução/net  

  Dilma inaugurou etanolduto que ligará a cidade a uma refinaria de Paulínia e depois segue até Uberaba   Presidente Dilma Rousseff (PT) confirmou ontem a instalação da fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba, encerrando a disputa entre Minas Gerais e São Paulo por causa do empreendimento. A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Ribeirão Preto (SP), onde a petista participou da inauguração do primeiro trecho do alcoolduto.   As articulações paulistas em torno da planta de amônia começaram com o vereador Maurílio Romano (PP), que enviou ofício à Petrobras para defender a instalação da fábrica em Ribeirão Preto. A escolha por Uberaba era questionada porque não havia gás disponível para abastecimento da unidade.   No mês passado, São Carlos também entrou na disputa pelo investimento. O prefeito da cidade, Paulo Altomani (PSDB), argumentou que em vez de gastar R$750 milhões para levar o gasoduto até o Triângulo Mineiro, o governo federal poderia implantar a fábrica em São Carlos, porque já havia abastecimento de gás.   Entretanto, a presidente afirmou que a Petrobras fez escolha técnica. Segundo Dilma, Uberaba é o maior polo de produção de fertilizantes fosfatados e o setor utiliza a amônia como matéria-prima, o que justifica o investimento para construção da fábrica e do gasoduto no município mineiro.    “É muito mais barato você transportar o gás por duto [para abastecer a unidade em Uberaba] do que você transportar a amônia por caminhão [para atender à demanda das indústrias do polo]. É por isso que foi usada essa localização. Isso sem prejuízo de tudo que pode ainda ser atrativo aqui em São Paulo em outras fábricas. Foi opção do governo federal colocar em Uberaba”, assegurou.   A presidente também destacou que a instalação do empreendimento no Triângulo Mineiro atenderá à demanda de Minas e também dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e parte de São Paulo. “São regiões que são responsáveis pelo consumo de cerca de 75% da amônia produzida”, acrescentou.   No entanto, Dilma não entrou na questão sobre a modalidade do gasoduto. Impasse na classificação do projeto emperra o início das obras. O governo de Minas insiste em construir um duto de distribuição entre Ribeirão Preto e Uberaba, mas a Agência Nacional de Petróleo (ANP) emitiu parecer desfavorável à proposta. O órgão defende a implantação de um duto de transporte, vindo de São Carlos até o Triângulo Mineiro e seguindo depois para Brasília. A questão aguarda análise da Advocacia Geral da União (AGU).  

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