POLÍTICA

Emenda da ideologia de gênero volta para ser votada em 2º turno no dia 16

Matéria recebeu parecer de inconstitucionalidade da Comissão de Justiça, mas foi aprovada em primeiro turno em outubro

Marconi Lima
Publicado em 07/11/2015 às 08:22Atualizado em 16/12/2022 às 21:25
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Foto/Rodrigo Garcia/CMU

No dia 21 de outubro, quando a votação em 1º turno do projeto, movimentos religiosos estiveram presentes com faixas e cartazes

Será no dia 16 de novembro, uma segunda-feira, o retorno do Projeto de Emenda à Lei Orgânica que proíbe a inclusão da ideologia de gênero no sistema educacional do município para votação em segundo turno na Câmara Municipal de Uberaba (CMU).

A matéria recebeu parecer de inconstitucionalidade da Comissão de Justiça, Redação e Legislação (CJRL), mas foi aprovada em primeiro turno no dia 21 de outubro. De acordo com o texto da justificativa da matéria, de iniciativa dos vereadores Samuel Pereira (PR) e Afrânio Cardoso (sem partido), o objetivo da proposta se baseia nas inúmeras tentativas de inserção de ideologias na rede de ensino, ferindo o direito e dever dos pais de transmitir os valores necessários aos filhos menores, direito e dever previstos na Constituição Federal, que determina, na primeira parte do artigo 229, que “os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores”.

Para Samuel Pereira, a orientação sexual nas escolas deve conter-se em informações biológicas, morfológicas e científicas. “Vale lembrar que não estamos tratando de homossexualismo, mas apenas retirando da escola uma responsabilidade que é da família: a orientação sexual dos filhos”, disse Samuel. Conforme a justificativa da matéria, a formação sexual, percepção sexual e também orientação sexual devem ficar a cargo da família, pois é questão de ordem moral, adquirida essencialmente no lar onde se vive.

O governo federal, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, lançou no primeiro semestre um manifesto no país: a ideologia de gênero nas escolas. O documento do manifesto pontua que, na elaboração de planos municipais e estaduais de Educação (que na ocasião estavam tramitando nas câmaras de vereadores), os temas deveriam ser discutidos pelos primeiros interessados, que são os pais.

A proposta de ideologia de gênero chegou a constar no projeto do Plano Nacional de Educação, mas foi retirado quando de sua votação no Congresso Nacional, em 2014, por ação dos movimentos religiosos. No entanto, vários estados e municípios, ao elaborar seus planos decenais, introduziram a terminologia em seus planejamentos, que não é o caso de Uberaba, que já aprovou o seu sem a menção da ideologia de gênero.

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