Empresariado vai entrar com processo para contestar aumento da cobrança do ICMS da energia elétrica para consumidores comerciais
Empresariado de Uberaba vai entrar com processo judicial para contestar aumento da cobrança do ICMS da energia elétrica para consumidores comerciais e prestadores de serviço. A alíquota subiu de 14% para 25% nas duas categorias. A Aciu (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba) prepara uma petição que deverá ser protolocada na próxima semana para análise do Judiciário. Segundo o presidente da entidade, Manoel Rodrigues Neto, um dos argumentos a serem apresentados na ação seria a inconstitucionalidade do aumento. Ele explica que a energia elétrica se trata de um bem essencial e deveria ter menor alíquota, mas está sendo taxada como produto supérfluo e com um percentual mais alto. “Isso fere os princípios constitucionais e já existe um parecer do procurador-geral da República contra essa majoração do imposto”, ressalta. Rodrigues afirma que outras entidades classistas estão sendo mobilizadas para também ingressar na Justiça contra o aumento do ICMS. Segundo o presidente da Aciu, a intenção é conseguir uma liminar e barrar o início da cobrança da nova alíquota, programada para dezembro. “Temos chance de reverter essa situação. Não podemos permitir que a aplicação de impostos nos seja colocada goela abaixo. A população e os empresários já pagam uma carga tributária alta demais e muito pouco tem de retorno do governo. Precisamos ser ouvidos e mais respeitados”, alega. Para os advogados responsáveis pela ação, Marcelo Guaritá Bento e João Henrique Almeida, também deve ser questionada judicialmente a inclusão do valor do encargo do uso do sistema de distribuição na base de cálculo do imposto. Os especialistas defendem que a cobrança realizada pelo Estado mineiro, mediante repasse das concessionárias, é indevida. Com isso, a ação judicial também pleiteará a restituição dos valores recolhidos indevidamente nos últimos cinco anos.