Dos oitos postulantes ao Palácio Tiradentes, o advogado Pimenta da Veiga (PSDB) é o que detém maior patrimônio declarado
Três advogados, um economista, uma servidora pública municipal e um comunicólogo, além do candidato cuja ocupação profissional consta como “outras”, pediram registro para concorrer ao cargo de governador de Minas Gerais nas eleições de 2014. Dos oitos postulantes ao Palácio Tiradentes, o advogado Pimenta da Veiga (PSDB) é o que detém maior patrimônio declarado, da ordem de R$10,5 milhões.
Sustentado pela coligação Todos por Minas, que reúne 15 partidos (PSDB, PP, DEM, PSD, PTB, PPS, PV, PDT, PR, PMN, PSC, PSL, PTC, PTN e SD), o tucano também prevê os maiores gastos na corrida à sucessão estadual: R$60 milhões. Seu principal adversário na disputa, o economista Fernando Pimentel (PT) declarou à justiça eleitoral uma previsão de gastos de R$46 milhões.
O petista é o candidato da coligação Minas pra Você, formada pelo PT, PMDB, PCdoB, Pros e PRB, a segunda maior coalizão em busca da eleição para governador de Minas. Pimentel declarou patrimônio de R$2,4 milhões.
Os dois aguardam julgamento do registro pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), assim, como o comunicólogo Fidélis Oliveira Alcântara (Psol), da Frente de Esquerda Socialista, com o PSTU. O candidato declarou bens de R$2 mil e uma previsão de gastos de R$300 mil com a campanha.
O professor do ensino superior Túlio Lopes (PCB) também aguarda julgamento do pedido de registro. Já os candidatos Tarcísio Delgado (PSB), da coligação Minas quer Mudança (PSB, PPL e PRTB); André Alves (PHS), Cleide Donária (PCO) e Eduardo Ferreira de Souza (PSDC) – que tem superior completo, mas declarou como “outras” sua atividade profissional – tiveram suas demandas impugnadas pelo Ministério Público Eleitoral do Estado, por conta da ausência de documentos obrigatórios à postulação.
Aos quatro ainda cabe prazo para apresentação da documentação exigida e assim reverter a situação atual. A servidora pública municipal Cleide Donária prevê gastar R$30 mil com a campanha eleitoral, o advogado André Alves, da coligação +Minas (PTdoB, PRP, PHS e PEN) estima gastos de R$10 milhões, enquanto o também advogado Tarcísio Delgado ainda levou essa informação ao TRE.